Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2022
Os linfomas raramente apresentam-se com derrame pleural sem envolvimento de outras estruturas torácicas e/ou extratorácicas, com exceção dos linfomas primários de cavidade, que são raros. Podemos indicar como correto que:
Linfoma com derrame pleural → geralmente alargamento de mediastino + linfonodomegalias torácicas.
Em casos de linfoma, o derrame pleural, quando presente, é frequentemente acompanhado de outras manifestações torácicas como alargamento de mediastino na radiografia e linfonodomegalias na tomografia, indicando o envolvimento linfomatoso.
O derrame pleural é uma complicação comum de diversas doenças malignas, e os linfomas representam uma causa importante de derrames pleurais malignos. Embora raramente o derrame pleural seja a única manifestação torácica do linfoma, sua presença deve levantar a suspeita de envolvimento da doença no tórax. A compreensão dos achados radiológicos é crucial para o diagnóstico e estadiamento. Em pacientes com linfoma e derrame pleural, é comum observar outras alterações radiológicas. Na radiografia de tórax, o alargamento do mediastino é um achado frequente, indicando a presença de linfonodomegalias mediastinais. A tomografia computadorizada de tórax, por sua vez, oferece maior detalhe e geralmente revela linfonodomegalias hilares e/ou mediastinais, além de massas parenquimatosas ou pleurais. Esses achados são indicativos da extensão da doença linfomatosa. O derrame pleural em linfomas pode ser um exsudato e sua análise citopatológica pode identificar células linfomatosas, confirmando a etiologia maligna. A diferenciação entre os tipos de linfoma e a exclusão de outras causas de derrame pleural são etapas importantes no manejo. O tratamento do derrame pleural associado ao linfoma geralmente envolve a quimioterapia sistêmica para a doença de base, podendo ser complementado por toracocentese de alívio ou pleurodese em casos selecionados.
O linfoma pode causar derrame pleural por diversos mecanismos, incluindo obstrução linfática (pelo acometimento de linfonodos mediastinais), invasão direta da pleura, hipoalbuminemia ou, mais raramente, como manifestação de linfomas primários de cavidade.
Os achados radiográficos de linfoma no tórax frequentemente incluem alargamento do mediastino devido a linfonodomegalias, massas mediastinais, infiltrados pulmonares e, quando presente, derrame pleural. A tomografia computadorizada é mais sensível para detalhar essas lesões.
Linfomas primários de cavidade são um subtipo raro de linfoma não-Hodgkin que se manifesta predominantemente com derrames em cavidades serosas (pleural, pericárdica, peritoneal) sem evidência de massa tumoral sólida. São frequentemente associados ao vírus HHV-8 e ocorrem em pacientes imunocomprometidos.
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