Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2022
Leia o caso clínico a seguir.Paciente do sexo masculino de 38 anos procura médico para avaliação de massa em cavidade oral em região de palato associado a sintomas B, com febre e perda de peso. Em investigação, foi observado ser paciente com sorologia positiva para HIV. Após realizar a biópsia da lesão, o resultado esperado é linfoma
Paciente HIV com massa oral e sintomas B → suspeitar de Linfoma Plasmablástico.
O linfoma plasmablástico é um subtipo agressivo de linfoma não-Hodgkin fortemente associado à infecção pelo HIV, frequentemente apresentando-se na cavidade oral (palato, gengiva) e acompanhado de sintomas B (febre, perda de peso, sudorese noturna). O diagnóstico é feito por biópsia da lesão.
O linfoma plasmablástico é um subtipo raro, porém agressivo, de linfoma não-Hodgkin de células B, que se destaca por sua forte associação com estados de imunodeficiência, particularmente a infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). É considerado uma neoplasia definidora de AIDS e sua incidência aumentou significativamente com a epidemia de HIV. Clinicamente, o linfoma plasmablástico em pacientes HIV frequentemente se apresenta como uma massa de crescimento rápido, com predileção pela cavidade oral (palato, gengiva, mandíbula), mas também pode afetar outros sítios extranodais. Os pacientes geralmente apresentam sintomas B, como febre, perda de peso inexplicável e sudorese noturna, indicando a natureza sistêmica e agressiva da doença. O diagnóstico é estabelecido por biópsia da lesão, com análise histopatológica e imuno-histoquímica que revela a proliferação de células com morfologia plasmablástica e um perfil imunofenotípico distinto. O tratamento envolve quimioterapia intensiva, e o prognóstico, embora desafiador, melhorou com o advento da terapia antirretroviral de alta potência (HAART), que otimiza a resposta imune do paciente.
O linfoma plasmablástico em pacientes HIV frequentemente se manifesta como uma massa na cavidade oral (palato, gengiva), acompanhada de sintomas B como febre, perda de peso e sudorese noturna, indicando doença sistêmica.
A imunodeficiência crônica causada pelo HIV, juntamente com a coinfecção por vírus como o Epstein-Barr (EBV), contribui para a patogênese do linfoma plasmablástico, que é uma neoplasia agressiva de células B.
A biópsia da lesão é fundamental para o diagnóstico definitivo do linfoma plasmablástico, permitindo a análise histopatológica e imuno-histoquímica que revelam a proliferação de células plasmablásticas com características específicas.
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