Linfoma Orbitário: Diagnóstico, Classificação e Tratamento

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Com relação ao linfoma orbitário, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Pacientes com tumores primários orbitários são seguidos por 2 anos; caso não apresentem manifestação sistêmica, pode-se considerá-los livres da doença.
  2. B) Linfomas orbitários não Hodgkin são constituídos de proliferações policlonais de células T.
  3. C) Biópsia com achado de células reticulares gigantes com dois núcleos, conhecidas como células de Reed-Sternberg, é típica de linfoma de Burkitt.
  4. D) Linfoma restrito à órbita tem resposta favorável a tratamento exclusivamente radioterápico.

Pérola Clínica

Linfoma MALT orbitário → Excelente resposta à radioterapia local em baixas doses.

Resumo-Chave

A maioria dos linfomas de órbita são do tipo MALT (tecido linfoide associado à mucosa) e apresentam prognóstico favorável com tratamento local.

Contexto Educacional

Os linfomas orbitários compõem cerca de 10% de todos os tumores orbitários. A apresentação clínica clássica é uma massa indolor, de crescimento lento, que pode causar proptose ou deslocamento do globo ocular. Histologicamente, são proliferações monoclonais (e não policlonais) de células B. O diagnóstico diferencial inclui a inflamação orbitária idiopática (pseudotumor orbitário), que geralmente é mais aguda e dolorosa. A biópsia é mandatória para confirmação histopatológica e imuno-histoquímica. É importante lembrar que as células de Reed-Sternberg são características do Linfoma de Hodgkin, enquanto o Linfoma de Burkitt apresenta o padrão de 'céu estrelado' devido aos macrófagos fagocitando debris celulares.

Perguntas Frequentes

Qual o tipo mais comum de linfoma orbitário?

O tipo mais comum é o Linfoma não-Hodgkin de células B da zona marginal extranodal, também conhecido como Linfoma MALT. Ele representa a maioria dos tumores linfoproliferativos da órbita e anexos oculares.

Como é feito o tratamento do linfoma restrito à órbita?

Para linfomas orbitários localizados (Estágio IE), a radioterapia externa em baixas doses (geralmente 24-30 Gy) é o tratamento de escolha, apresentando taxas de controle local superiores a 90-95% e excelente sobrevida.

Qual a importância do seguimento a longo prazo?

Embora o prognóstico local seja excelente, o linfoma orbitário pode recorrer ou manifestar-se sistemicamente muitos anos após o diagnóstico inicial. Portanto, o seguimento deve ser prolongado (muitas vezes por toda a vida), e não apenas por 2 anos.

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