CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
Com relação ao linfoma orbitário, assinale a alternativa correta:
Linfoma MALT orbitário → Excelente resposta à radioterapia local em baixas doses.
A maioria dos linfomas de órbita são do tipo MALT (tecido linfoide associado à mucosa) e apresentam prognóstico favorável com tratamento local.
Os linfomas orbitários compõem cerca de 10% de todos os tumores orbitários. A apresentação clínica clássica é uma massa indolor, de crescimento lento, que pode causar proptose ou deslocamento do globo ocular. Histologicamente, são proliferações monoclonais (e não policlonais) de células B. O diagnóstico diferencial inclui a inflamação orbitária idiopática (pseudotumor orbitário), que geralmente é mais aguda e dolorosa. A biópsia é mandatória para confirmação histopatológica e imuno-histoquímica. É importante lembrar que as células de Reed-Sternberg são características do Linfoma de Hodgkin, enquanto o Linfoma de Burkitt apresenta o padrão de 'céu estrelado' devido aos macrófagos fagocitando debris celulares.
O tipo mais comum é o Linfoma não-Hodgkin de células B da zona marginal extranodal, também conhecido como Linfoma MALT. Ele representa a maioria dos tumores linfoproliferativos da órbita e anexos oculares.
Para linfomas orbitários localizados (Estágio IE), a radioterapia externa em baixas doses (geralmente 24-30 Gy) é o tratamento de escolha, apresentando taxas de controle local superiores a 90-95% e excelente sobrevida.
Embora o prognóstico local seja excelente, o linfoma orbitário pode recorrer ou manifestar-se sistemicamente muitos anos após o diagnóstico inicial. Portanto, o seguimento deve ser prolongado (muitas vezes por toda a vida), e não apenas por 2 anos.
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