Linfomas Orbitários: Diagnóstico e Classificação Histológica

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020

Enunciado

Com relação aos linfomas orbitários, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Os mais frequentes correspondem a proliferação monoclonal de linfócitos B do tipo não-Hodgkin.
  2. B) Embora o grau de diferenciação celular tenha importância para a classificação diagnóstica, não existe correlação com o prognóstico.
  3. C) Pela crescente disponibilidade de marcadores sanguíneos específicos, a biópsia, procedimento invasivo, raramente tem sido realizada.
  4. D) O achado mais frequente é a presença de células reticulares com dois núcleos, conhecidas como células de Reed-Sternberg.

Pérola Clínica

Linfoma orbitário mais comum = Não-Hodgkin de células B (proliferação monoclonal).

Resumo-Chave

A maioria dos linfomas anexiais oculares são do tipo MALT (tecido linfoide associado à mucosa), apresentando-se como massas indolores de crescimento lento e origem em células B.

Contexto Educacional

Os linfomas orbitários representam cerca de 10% de todos os tumores orbitários. A apresentação clínica clássica é de uma massa indolor, de consistência firme, frequentemente localizada na glândula lacrimal ou no fórnice conjuntival (aparência de 'carne de salmão'). A diferenciação entre linfoma e hiperplasia linfoide reativa exige análise detalhada da monoclonalidade das células B. O estadiamento sistêmico é obrigatório após o diagnóstico orbital para excluir envolvimento em outros sítios.

Perguntas Frequentes

Qual o tipo histológico mais frequente de linfoma na órbita?

O tipo mais frequente é o linfoma não-Hodgkin de células B, especificamente o linfoma de zona marginal extranodal de tecido linfoide associado à mucosa (MALT). Eles representam a grande maioria dos tumores linfoproliferativos da órbita e anexos oculares.

A biópsia é indispensável para o diagnóstico?

Sim, a biópsia com análise histopatológica e imuno-histoquímica é o padrão-ouro. Ela permite diferenciar processos inflamatórios idiopáticos (pseudotumores) de neoplasias malignas e classificar o subtipo de linfoma, o que é crucial para definir o tratamento e o prognóstico.

Existe correlação entre o grau de diferenciação e o prognóstico?

Sim, existe uma correlação direta. Linfomas de baixo grau (como o MALT) tendem a ter um curso clínico indolente e melhor prognóstico, enquanto linfomas de alto grau (como o linfoma difuso de grandes células B) são mais agressivos e requerem tratamentos sistêmicos intensivos.

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