CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2010
O paciente apresenta adenopatia cervical associada a este quadro oftalmológico. Qual o diagnóstico mais provável?
Massa orbitária + Adenopatia cervical → Pensar em Linfoma (MALT é o mais comum).
O linfoma orbitário frequentemente se apresenta como uma massa indolor de crescimento lento. A presença de adenopatia cervical associada reforça a suspeita de neoplasia linfoproliferativa.
Os linfomas orbitários representam uma parcela significativa das massas orbitárias em adultos. Podem se originar na glândula lacrimal, conjuntiva ou tecidos moles da órbita. Clinicamente, causam proptose, deslocamento do globo ocular ou uma massa palpável de consistência 'borrachoide'. O diagnóstico requer avaliação histopatológica com imuno-histoquímica. O estadiamento sistêmico é obrigatório, incluindo exames de imagem de tórax, abdome e pelve, além de avaliação da medula óssea em casos específicos, para determinar se a doença é primária da órbita ou sistêmica.
O linfoma de tecido linfoide associado à mucosa (MALT) é o subtipo mais comum de linfoma não-Hodgkin que acomete a órbita e os anexos oculares, geralmente apresentando comportamento indolente.
O linfoma costuma ter início insidioso e ser indolor, enquanto a inflamação orbitária idiopática (pseudotumor) geralmente apresenta dor aguda, edema e resposta dramática a corticoides. A biópsia é o padrão-ouro.
Não, mas em conjunto com uma massa orbitária, aumenta muito a suspeição. Outras causas incluem metástases de tumores de cabeça e pescoço ou processos infecciosos crônicos, mas o linfoma é a principal hipótese diagnóstica nesta associação.
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