CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017
Assinale a alternativa correta quanto ao linfoma orbitário:
Linfoma orbitário → maioria células B pequenas (MALT), início insidioso e rádio/quimiossensível.
A maioria dos linfomas orbitários são linfomas não-Hodgkin de células B (frequentemente do tipo MALT), apresentando-se como massas indolores de crescimento lento em adultos idosos.
O linfoma orbitário representa cerca de 10% de todos os tumores orbitários e é o tumor maligno primário mais comum da órbita em adultos. A compreensão de sua origem em linfócitos B e sua natureza rádio-sensível é fundamental para o manejo adequado, evitando cirurgias mutilantes desnecessárias. O diagnóstico diferencial inclui a pseudotumor inflamatório da órbita e a sarcoidose. Na prática clínica, o estadiamento é crucial, pois embora a maioria seja primária da órbita, uma parcela dos pacientes pode apresentar envolvimento sistêmico. O prognóstico para o tipo MALT é geralmente excelente, com altas taxas de sobrevida livre de doença após tratamento radioterápico localizado.
O tipo histológico mais frequente é o linfoma de zona marginal extranodal de tecido linfoide associado à mucosa (MALT), que é um subtipo de linfoma não-Hodgkin de células B. Esses tumores são caracterizados por um comportamento clínico indolente, crescimento lento e geralmente permanecem localizados na órbita por longos períodos antes de qualquer disseminação sistêmica. Histologicamente, apresentam-se como uma proliferação de células B pequenas, o que justifica a alternativa correta na questão. Outros subtipos como o linfoma folicular ou o linfoma difuso de grandes células B também podem ocorrer, mas são menos comuns que o MALT na região orbitária.
Diferente de processos inflamatórios agudos ou celulites, o linfoma orbitário apresenta uma instalação insidiosa e progressiva. O paciente típico é um adulto entre a quinta e sétima décadas de vida que nota uma proptose indolor, deslocamento do globo ocular ou uma massa palpável de consistência 'emborrachada'. Não costuma haver sinais flogísticos exuberantes ou dor intensa. Em exames de imagem, como TC ou RM, observa-se frequentemente uma massa que se molda às estruturas orbitárias adjacentes (como o globo ou as paredes da órbita) sem causar erosão óssea significativa, o que auxilia no diagnóstico diferencial com carcinomas.
Uma vez confirmado o diagnóstico por biópsia incisional e realizado o estadiamento sistêmico para excluir doença em outros sítios, a radioterapia externa é considerada o padrão-ouro para o tratamento do linfoma orbitário localizado (Estágio IE). Devido à alta radiossensibilidade dessas células linfoides, doses relativamente baixas costumam ser eficazes para o controle local da doença. Em casos de doença disseminada ou subtipos mais agressivos, a quimioterapia sistêmica ou imunoterapia (como o Rituximabe) podem ser indicadas. A exérese cirúrgica completa raramente é indicada como tratamento definitivo devido ao risco de danos às estruturas nobres da órbita e à excelente resposta às terapias não cirúrgicas.
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