CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Qual destas afecções tipicamente ocorre em pacientes com infecção pelo HIV?
HIV + massa orbitária de crescimento rápido → Pensar em Linfoma Não Hodgkin.
O Linfoma Não Hodgkin é a neoplasia orbitária maligna mais comum em pacientes HIV positivos, apresentando comportamento agressivo e necessidade de biópsia urgente.
O manejo de patologias orbitárias em pacientes com HIV exige alto índice de suspeição para neoplasias agressivas. O Linfoma Não Hodgkin (LNH) sistêmico frequentemente envolve a órbita como sítio primário ou secundário nestes indivíduos. A fisiopatologia está ligada à desregulação imune e à proliferação de células B mediada por vírus como o EBV. Clinicamente, o residente deve observar que, enquanto o Sarcoma de Kaposi é uma marca visível da AIDS na superfície ocular, o LNH é uma ameaça silenciosa e profunda que pode levar à perda visual rápida por neuropatia óptica compressiva. O tratamento envolve quimioterapia sistêmica e, em alguns casos, radioterapia local, sempre associados à terapia antirretroviral (TARV).
O Linfoma Não Hodgkin (LNH) de grandes células B é o subtipo mais prevalente. Diferente dos linfomas orbitários em pacientes imunocompetentes, que costumam ser indolentes (como o linfoma MALT), no paciente HIV o LNH tende a ser de alto grau, com crescimento rápido, proptose acentuada e dor ocular.
O Sarcoma de Kaposi ocular manifesta-se predominantemente como lesões vasculares vinhosas na conjuntiva ou pálpebras. Já o Linfoma Não Hodgkin orbitário apresenta-se como uma massa retrobulbar ou periorbitária, causando deslocamento do globo ocular e sinais de compressão orbitária.
A conduta padrão-ouro é a biópsia incisional da lesão para análise histopatológica e imuno-histoquímica. Exames de imagem como TC ou RM de órbita são fundamentais para avaliar a extensão da massa e o envolvimento de estruturas adjacentes antes do procedimento.
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