UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Considere uma adolescente de 12 anos de idade, sexo feminino, com história de lipotimia de rápida duração e tosse seca persistente há 30 dias. A mãe relatou ainda que a adolescente apresentava astenia moderada e diminuição do apetite há 20 dias. Exame físico: palidez cutânea e em mucosa, emagrecida, FR: 36 rpm, FC: 80 bpm; PA: 110×60 mmHg, turgência de jugulares, fígado e baço impalpáveis. Radiografia de tórax: massa mediastinal estendendo-se para hemitórax superior direito e comprimindo a carina. Qual sua principal hipótese diagnóstica?
Adolescente, massa mediastinal + sintomas B (astenia, perda apetite) → Linfoma não Hodgkin.
Em adolescentes, uma massa mediastinal anterior, especialmente quando associada a sintomas sistêmicos como astenia, perda de apetite e lipotimia (sugestivo de compressão vascular ou traqueal), deve levantar forte suspeita de linfoma, sendo o linfoma não Hodgkin uma das principais hipóteses.
A presença de uma massa mediastinal em um adolescente, especialmente quando associada a sintomas sistêmicos e compressão de estruturas adjacentes, é um achado preocupante que exige investigação imediata. O mediastino é uma região anatômica complexa, e as massas podem ter diversas etiologias, incluindo tumores benignos, cistos e, mais criticamente, neoplasias malignas. Em adolescentes, os linfomas (Hodgkin e não Hodgkin) são as causas mais comuns de massas mediastinais anteriores. O quadro clínico apresentado pela adolescente, com lipotimia, tosse seca persistente, astenia e diminuição do apetite, são sintomas sistêmicos que, em conjunto com a massa mediastinal, são altamente sugestivos de uma doença linfoproliferativa. A lipotimia pode ser um sinal de compressão vascular (ex: veia cava superior) ou cardíaca, enquanto a tosse persistente e a taquipneia indicam compressão das vias aéreas (como a carina). A palidez e o emagrecimento reforçam a hipótese de malignidade. O diagnóstico de linfoma é confirmado por biópsia da massa mediastinal, que permite a análise histopatológica e imunohistoquímica para classificar o tipo específico de linfoma. A radiografia de tórax é um exame inicial útil, mas a tomografia computadorizada de tórax é essencial para melhor delimitação da massa, avaliação de compressão e estadiamento. O tratamento envolve quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia, com prognóstico que varia conforme o tipo e estágio do linfoma.
Os sintomas de alerta incluem tosse persistente, dispneia, dor torácica, disfagia, turgência jugular (síndrome da veia cava superior), e sintomas sistêmicos como febre, sudorese noturna, perda de peso inexplicada (sintomas B), astenia e perda de apetite.
A localização da massa mediastinal é crucial. Massas no mediastino anterior em adolescentes frequentemente incluem linfomas (Hodgkin e não Hodgkin), teratomas e tumores de tireoide. A compressão de estruturas vitais como a carina ou grandes vasos é um achado grave.
O diagnóstico definitivo de linfoma mediastinal requer biópsia da massa para análise histopatológica e imunohistoquímica. Exames de imagem como tomografia de tórax e PET-CT são importantes para estadiamento.
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