UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
Sobre os linfomas não Hodgkin indolentes, assinale a alternativa INCORRETA:
LNH indolente: sobrevida prolongada, mas baixo potencial de cura.
Linfomas não Hodgkin indolentes, embora apresentem sobrevida prolongada e acometam idosos com doença avançada ao diagnóstico, raramente são curáveis com as terapias atuais, sendo o objetivo principal o controle da doença. A indicação de tratamento é baseada em sintomas, citopenias ou doença volumosa.
Os linfomas não Hodgkin indolentes representam um grupo heterogêneo de neoplasias linfoides com um curso clínico geralmente lento e sobrevida prolongada. São mais comuns em indivíduos idosos e, frequentemente, se apresentam em estágios avançados (III ou IV) ao diagnóstico, com envolvimento de múltiplos sítios linfonodais e extranodais. A compreensão de suas características é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a proliferação clonal de linfócitos B ou T com baixa taxa de proliferação. O diagnóstico é histopatológico, e o estadiamento é fundamental para guiar a conduta. A suspeita deve surgir em pacientes com linfadenopatia indolor e progressiva, hepatoesplenomegalia ou sintomas B. O tratamento dos LNH indolentes é complexo e individualizado. Diferente dos linfomas agressivos, o objetivo principal não é a cura, mas sim o controle da doença, a melhora dos sintomas e a manutenção da qualidade de vida. A estratégia "watch and wait" (observar e esperar) é frequentemente adotada em pacientes assintomáticos, com o tratamento sendo iniciado apenas na presença de indicações como citopenias, sintomas B, doença volumosa ou progressão sintomática.
Os LNH indolentes são caracterizados por um curso clínico lento, sobrevida prolongada (muitas vezes superior a 5 anos), acometimento de indivíduos idosos e apresentação em estágio avançado ao diagnóstico.
Geralmente não. Embora a sobrevida seja longa, a maioria dos LNH indolentes não é curável com as terapias convencionais, sendo o tratamento focado no controle da doença e na melhora da qualidade de vida.
O tratamento é indicado na presença de sintomas B (febre, sudorese noturna, perda de peso), citopenias significativas, doença volumosa ou compressão de órgãos vitais, e não apenas pelo diagnóstico.
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