Linfoma Orbitário: Diagnóstico e Tipos Mais Frequentes

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

Com relação ao linfoma orbitário, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Embora o grau de diferenciação celular tenha importância para a classificação diagnóstica, não existe correlação com o prognóstico.
  2. B) Pela crescente disponibilidade de marcadores sanguíneos específicos, a biópsia, procedimento invasivo, raramente tem sido realizada.
  3. C) Os mais frequentes correspondem a proliferação monoclonal de linfócitos B do tipo não-Hodgkin.
  4. D) O achado mais frequente nos linfomas orbitários é a presença de células reticulares com dois núcleos, conhecidas como células de Reed-Sternberg.

Pérola Clínica

Linfoma orbitário mais comum = Linfoma não-Hodgkin de células B (proliferação monoclonal).

Resumo-Chave

A maioria dos linfomas de órbita são do tipo B não-Hodgkin, frequentemente o linfoma MALT, apresentando-se como massas indolores de crescimento lento.

Contexto Educacional

O linfoma orbitário é a neoplasia maligna primária mais comum da órbita em adultos. Clinicamente, manifesta-se como proptose indolor, edema palpebral ou massa palpável. A diferenciação entre hiperplasia linfoide reativa e linfoma maligno é feita pela monoclonalidade (linfoma) versus policlonalidade (processo reativo). O tratamento geralmente envolve radioterapia local para casos localizados ou quimioterapia sistêmica se houver disseminação.

Perguntas Frequentes

Qual o tipo histológico mais comum de linfoma na órbita?

O tipo mais frequente é o Linfoma não-Hodgkin de células B, especificamente o linfoma de tecido linfoide associado à mucosa (MALT), também conhecido como linfoma de zona marginal extranodal. Ele representa a grande maioria dos casos de linfoproliferação maligna na órbita e anexos oculares, geralmente apresentando um comportamento indolente e bom prognóstico quando diagnosticado precocemente.

A biópsia é sempre necessária no linfoma orbitário?

Sim, a biópsia incisional ou por agulha grossa é fundamental e obrigatória. Apesar dos avanços em exames de imagem (TC e RM) que sugerem o diagnóstico (como o sinal do 'moldagem' do globo ocular), a confirmação depende da análise histopatológica para diferenciar processos inflamatórios benignos (pseudotumor orbitário) de linfomas malignos, além de permitir a classificação imuno-histoquímica.

O que são as células de Reed-Sternberg no contexto orbitário?

As células de Reed-Sternberg são patognomônicas do Linfoma de Hodgkin. No entanto, o envolvimento orbitário pelo Linfoma de Hodgkin é extremamente raro. A vasta maioria dos linfomas que afetam a órbita são Não-Hodgkin, originados de linfócitos B, e não apresentam essas células multinucleadas características.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo