Linfoma Não Hodgkin: Exames Laboratoriais e Prognóstico

ENARE/ENAMED — Prova 2021

Enunciado

Os exames laboratoriais são fundamentais no diagnóstico e no estadiamento dos linfomas não Hodgkin. Em relação ao tema, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O hemograma está sempre alterado.
  2. B) A velocidade de hemossedimentação, muito específica, costuma estar aumentada.
  3. C) A desidrogenase lática está tão mais elevada quanto a quantidade de células tumorais e a intensidade de apoptose e, quanto mais elevada, pior o prognóstico.
  4. D) Mielograma, para avaliar a infiltração medular, deve ser feito em um único ponto e deve ser avaliado somente através do exame microscópico direto.
  5. E) A imunofenotipagem não está indicada para a maioria dos pacientes.

Pérola Clínica

Linfoma Não Hodgkin: LDH ↑ = maior massa tumoral e pior prognóstico.

Resumo-Chave

A desidrogenase lática (LDH) é um marcador importante em linfomas não Hodgkin, refletindo a carga tumoral e a atividade proliferativa, sendo um indicador prognóstico crucial. Sua elevação está associada a uma maior quantidade de células tumorais e intensidade de apoptose, indicando um pior prognóstico.

Contexto Educacional

Os exames laboratoriais desempenham um papel crucial no diagnóstico, estadiamento e acompanhamento dos linfomas não Hodgkin (LNH). Embora nenhum exame isolado seja diagnóstico, a combinação de achados auxilia na avaliação da extensão da doença e no prognóstico. É importante notar que o hemograma não está sempre alterado, e a velocidade de hemossedimentação (VHS), embora possa estar aumentada em processos inflamatórios e neoplásicos, não é específica para LNH. Um dos marcadores mais relevantes é a desidrogenase lática (LDH). A LDH está tão mais elevada quanto a quantidade de células tumorais e a intensidade de apoptose (morte celular programada) e, quanto mais elevada, pior o prognóstico. Isso se deve ao fato de que células tumorais em rápida proliferação e destruição liberam mais LDH no sangue, refletindo a carga tumoral e a agressividade da doença. Sua dosagem é parte integrante dos índices prognósticos, como o IPI (International Prognostic Index). Outros exames importantes incluem o mielograma e a biópsia de medula óssea, que devem ser realizados em múltiplos pontos e avaliados por exame microscópico e imunofenotipagem para detectar infiltração medular. A imunofenotipagem é amplamente indicada, pois permite a identificação das características imunológicas das células tumorais, essencial para a classificação do subtipo de linfoma e para guiar o tratamento. A combinação desses exames fornece uma visão abrangente da doença, fundamental para a tomada de decisão terapêutica.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da LDH no linfoma não Hodgkin?

A desidrogenase lática (LDH) é um marcador de proliferação celular e carga tumoral. Níveis elevados indicam maior massa tumoral, maior intensidade de apoptose e estão associados a um pior prognóstico em pacientes com linfoma não Hodgkin.

O hemograma está sempre alterado em pacientes com linfoma não Hodgkin?

Não, o hemograma pode estar normal ou apresentar alterações inespecíficas, como anemia, leucocitose ou leucopenia, dependendo do subtipo de linfoma e do grau de envolvimento da medula óssea. Não é um exame diagnóstico definitivo.

Quando a imunofenotipagem é indicada para linfomas?

A imunofenotipagem é fundamental para a maioria dos pacientes com suspeita de linfoma. Ela permite a classificação precisa do subtipo de linfoma (B ou T), o que é crucial para o diagnóstico diferencial, estadiamento e escolha da terapia mais adequada.

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