HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
Em relação ao linfoma gástrico tipo MALT, é correto afirmar que:
Linfoma MALT gástrico → erradicação H. pylori pode ser curativa.
O linfoma MALT gástrico de baixo grau está fortemente associado à infecção por H. pylori. A erradicação bem-sucedida da bactéria pode levar à regressão completa do linfoma em muitos casos, tornando-a a primeira linha de tratamento.
O linfoma MALT (tecido linfoide associado à mucosa) gástrico é um linfoma não-Hodgkin de células B de baixo grau, representando cerca de 5% dos tumores gástricos. Sua importância clínica reside na forte associação com a infecção crônica por Helicobacter pylori, sendo um modelo de neoplasia induzida por infecção. A fisiopatologia envolve a estimulação antigênica persistente dos linfócitos B pela infecção por H. pylori, levando à sua proliferação clonal. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsias gástricas. A suspeita deve surgir em pacientes com dispepsia persistente e evidência de infecção por H. pylori. O tratamento inicial e mais eficaz para o linfoma MALT gástrico de baixo grau é a erradicação do H. pylori, que pode levar à remissão completa em até 80% dos casos. Quimioterapia e cirurgia são reservadas para falha terapêutica, doença de alto grau ou disseminada. O prognóstico é geralmente bom, especialmente com a erradicação bem-sucedida.
A principal causa do linfoma MALT gástrico é a infecção crônica pela bactéria Helicobacter pylori. A inflamação persistente induzida pela bactéria leva à proliferação de linfócitos B e ao desenvolvimento do linfoma.
A primeira linha de tratamento é a erradicação do Helicobacter pylori. Em muitos casos de linfoma MALT de baixo grau, a eliminação da bactéria resulta na regressão completa do tumor.
A cirurgia, como a gastrectomia, é raramente o tratamento de escolha inicial para o linfoma MALT gástrico. Geralmente é reservada para casos refratários à erradicação do H. pylori, doença de alto grau ou complicações como sangramento e obstrução.
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