CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Sobre o linfoma intraocular primário, é correto afirmar:
Linfoma intraocular primário = Linfoma de grandes células B + alta associação com SNC + diagnóstico por citometria.
O diagnóstico padrão-ouro envolve a análise do humor vítreo, onde a citometria de fluxo identifica a clonalidade de células B através da restrição de cadeias leves.
O linfoma intraocular primário (LIOP) é predominantemente um linfoma não-Hodgkin de grandes células B. É uma condição rara, mas grave, que afeta tipicamente pacientes idosos ou imunocomprometidos. A apresentação clássica inclui visão turva e moscas volantes, com infiltrados sub-retinianos branco-amarelados ('leopard skin'). A análise laboratorial do vítreo é desafiadora devido à fragilidade das células neoplásicas. Além da citometria, a dosagem de citocinas (relação IL-10/IL-6 > 1) e a pesquisa de mutações no gene MYD88 por PCR são ferramentas diagnósticas complementares valiosas na prática clínica atual.
O diagnóstico é realizado através da vitrectomia via pars plana para coleta de amostra vítrea. A análise deve incluir citologia oncótica, imuno-histoquímica e, crucialmente, citometria de fluxo para demonstrar a clonalidade (restrição de cadeias kappa ou lambda) e a presença de marcadores de células B (como CD19, CD20).
O linfoma intraocular primário é considerado um subgrupo do linfoma primário do sistema nervoso central (LPSNC). Aproximadamente 60-80% dos pacientes com envolvimento ocular desenvolverão lesões no SNC ao longo da vida, exigindo monitoramento rigoroso com RM de crânio.
Ele é chamado assim porque mimetiza clinicamente uma uveíte posterior ou intermediária crônica, apresentando-se com 'vitreíte' que não responde adequadamente a corticosteroides ou apresenta recidivas frequentes após a interrupção do tratamento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo