Diagnóstico de Linfoma: Por que a Biópsia Excisional é Padrão-Ouro?

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 45 anos de idade compareceu à consulta relatando fadiga progressiva, perda de peso de 7 kg nos últimos três meses e febre noturna. Refere linfonodos aumentados e indolores no pescoço e nas axilas. Ao exame físico, apresentou PA = 120 mmHg X 80 mmHg, FC = 88 bpm, FR = 18 irpm, SatO2 = 97%, linfonodomegalia cervical e axilar bilateral, não aderida a planos profundos, com cerca de 3 cm. de diâmetro. Os exames laboratoriais mostraram Hb=10,8 g/dL, leucócitos 12.000/mm², linfócitos plaquetas 180.000/mm².\n\n\nCom relação ao caso clínico apresentado, qual exame complementar é fundamental para confirmar o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Teste tuberculínico.
  2. B) Hemograma completo com diferencial.
  3. C) Ressonância magnética de corpo inteiro.
  4. D) Biópsia excisional de linfonodo.

Pérola Clínica

Suspeita de Linfoma → Biópsia excisional (arquitetura preservada) > PAAF ou Core-biopsy.

Resumo-Chave

A confirmação diagnóstica de linfomas exige a análise da arquitetura linfonodal completa, o que só é garantido pela biópsia excisional, permitindo a correta classificação histológica e imuno-histoquímica.

Contexto Educacional

O diagnóstico de síndromes linfoproliferativas baseia-se na tríade: quadro clínico (linfonodomegalia + sintomas constitucionais), exames de imagem para estadiamento e, crucialmente, o exame histopatológico. A biópsia excisional, que consiste na retirada de todo o linfonodo, é preferível à biópsia por agulha grossa (core biopsy) e mandatória frente à PAAF.\n\nNa prática clínica, a escolha do linfonodo para biópsia deve priorizar o mais acessível e de maior tamanho, evitando-se linfonodos inguinais devido à alta prevalência de alterações inflamatórias crônicas que podem mascarar o diagnóstico. A imuno-histoquímica complementa a análise, identificando marcadores específicos (como CD20, CD3, CD15, CD30) que direcionam o protocolo quimioterápico.

Perguntas Frequentes

Por que a PAAF não é recomendada para diagnóstico de linfoma?

A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) fornece apenas material citológico, ou seja, células isoladas. Para o diagnóstico preciso de linfomas, é essencial avaliar a arquitetura do linfonodo (se o infiltrado é folicular, difuso, paracortical, etc.) e a relação entre as células neoplásicas e o estroma, o que só é possível através de um fragmento tecidual íntegro obtido por biópsia excisional.

Quais são os principais 'Sintomas B' associados ao linfoma?

Os sintomas B incluem febre persistente (geralmente vespertina ou noturna), sudorese noturna profusa e perda de peso não intencional superior a 10% do peso corporal nos últimos 6 meses. A presença desses sintomas é um marcador prognóstico importante e auxilia no estadiamento da doença.

Quando suspeitar de malignidade em uma linfonodomegalia?

Deve-se suspeitar de malignidade em linfonodos com diâmetro > 2 cm, de consistência endurecida, indolores, aderidos a planos profundos, localizados em regiões supraclaviculares ou escalênicas, ou que persistam por mais de 4 a 6 semanas sem causa infecciosa aparente.

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