ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma paciente de 27 anos queixa-se de sudorese noturna, perda de peso não intencional, febre baixa e prurido generalizado há cerca de três meses. Quando do exame físico, são palpáveis linfonodos cervicais aumentados nos níveis II, IV Va e VI bilaterais. Uma radiografia do tórax mostra massas no mediastino. O material de uma biópsia excisional, de um linfonodo cervical, mostra células de Reed-Sternberg LINE característicos. Esses dados confirmam que o diagnóstico para esse paciente é:
Células de Reed-Sternberg + Massa mediastinal em jovem = Linfoma de Hodgkin.
O Linfoma de Hodgkin tipo Esclerose Nodular é o subtipo mais comum, afetando predominantemente adultos jovens e apresentando-se com massas mediastinais.
O Linfoma de Hodgkin (LH) caracteriza-se pela presença de células neoplásicas de Reed-Sternberg em um infiltrado inflamatório reacional. O subtipo Esclerose Nodular é marcado por bandas de fibrose colágena que circundam nódulos de tecido linfoide. Clinicamente, manifesta-se por linfadenopatia indolor, frequentemente cervical ou supraclavicular, e massa mediastinal detectada em exames de imagem. O diagnóstico definitivo requer biópsia de linfonodo inteiro (excisional) para avaliação histopatológica e imuno-histoquímica (CD15+ e CD30+).
São células gigantes malignas, geralmente binucleadas com nucléolos proeminentes (aspecto em 'olho de coruja'), derivadas de linfócitos B, patognomônicas do Linfoma de Hodgkin.
Febre (>38°C), sudorese noturna e perda ponderal inexplicada (>10% em 6 meses). Sua presença indica doença mais agressiva e influencia o estadiamento de Ann Arbor.
É a Esclerose Nodular, representando cerca de 70% dos casos de Linfoma de Hodgkin Clássico, com predileção por mulheres jovens e envolvimento mediastinal.
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