Tratamento do Linfoma de Hodgkin: Quimioterapia e Radioterapia

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014

Enunciado

Um homem com 30 anos de idade apresenta linfadenomegalia da cadeia cervical posterior e subclavicular. Refere episódios de febre, sudorese – principalmente no período noturno – e perda de peso. Nega outras queixas. O exame físico geral e o específico não mostraram outras alterações. O resultado da punção biópsia aspirativa de um linfonodo cervical foi compatível com Linfoma de Hodgkin. Foi realizada tomografia computadorizada de tórax e abdome que não mostrou massas ou envolvimento de outras cadeias de linfonodos, além das citadas acima. Qual a opção terapêutica mais adequada para o paciente?

Alternativas

  1. A) Radioterapia.
  2. B) Cirurgia e radioterapia.
  3. C) Cirurgia e quimioterapia.
  4. D) Quimioterapia e radioterapia.

Pérola Clínica

Linfoma de Hodgkin inicial (Estágio I/II) → Quimioterapia (ABVD) + Radioterapia (Consolidação).

Resumo-Chave

O tratamento padrão para o Linfoma de Hodgkin em estágios iniciais (I e II) envolve a terapia de modalidade combinada: quimioterapia (geralmente ABVD) seguida de radioterapia de campo envolvido.

Contexto Educacional

O Linfoma de Hodgkin é uma neoplasia hematológica caracterizada pela presença de células de Reed-Sternberg em um ambiente inflamatório reativo. O diagnóstico é histopatológico, preferencialmente por biópsia excisional de linfonodo. O estadiamento de Ann Arbor é crucial para definir a estratégia terapêutica, dividindo os pacientes em grupos de prognóstico favorável ou desfavorável. Pacientes jovens com doença localizada (Estágios I e II) respondem excepcionalmente bem à terapia combinada. A evolução do tratamento busca reduzir a toxicidade a longo prazo, como cardiotoxicidade induzida por antraciclinas e neoplasias secundárias induzidas por radiação, sem comprometer as altas taxas de sobrevida livre de progressão.

Perguntas Frequentes

Qual o esquema de quimioterapia mais usado no Linfoma de Hodgkin?

O esquema ABVD (Adriamicina/Doxorrubicina, Bleomicina, Vinblastina e Dacarbazina) é o padrão-ouro para o tratamento do Linfoma de Hodgkin clássico. Ele apresenta alta eficácia com um perfil de toxicidade manejável, sendo administrado em ciclos que variam conforme o estadiamento e a resposta terapêutica avaliada por exames de imagem como o PET-CT.

O que define o estadiamento do paciente no caso clínico?

O paciente apresenta linfadenomegalia em cadeias acima do diafragma (cervical e subclavicular) e sintomas B (febre, sudorese noturna, perda de peso). Como as tomografias de tórax e abdome foram negativas para outras massas, ele é classificado como Estágio IIB (duas ou mais cadeias linfonodais do mesmo lado do diafragma com presença de sintomas sistêmicos).

Por que utilizar radioterapia após a quimioterapia?

A radioterapia de consolidação (geralmente em baixas doses e campo envolvido) é utilizada para eliminar doença residual microscópica e reduzir as taxas de recidiva local. Em estágios iniciais, a combinação de quimioterapia e radioterapia oferece as maiores taxas de cura, permitindo frequentemente o controle da doença a longo prazo.

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