INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um menino com 13 anos, previamente saudável, foi avaliado no ambulatório de pneumologia, por causa de uma história de 20 dias de febre (> ou = 38 °C), mal-estar, sudorese noturna profusa e tosse seca, que não foram modificados pelo tratamento prévio com amoxicilina. Ao exame físico, foram observados no paciente múltiplos linfonodos de consistência endurecida, fixos, indolores, em cadeia cervical e supraclavicular esquerda, com diâmetro entre 2 a 5 cm cada um. Foi realizada radiografia de tórax, que mostrou infiltrados pulmonares bilaterais, arredondados, e adenopatia hilar bilateral.Diante do caso descrito, assinale a opção que apresenta, respectivamente, a principal hipótese diagnóstica e a conduta correta para a sua confirmação.
Adolescente com sintomas B (febre, sudorese noturna, perda peso) + linfonodos fixos/indolores + adenopatia hilar → Linfoma de Hodgkin. Confirmação: biópsia excisional + PET-CT.
Em adolescentes com linfonodomegalia persistente, indolor e fixa, especialmente associada a sintomas B (febre, sudorese noturna, perda de peso) e achados radiológicos como adenopatia hilar, a principal hipótese diagnóstica é o Linfoma de Hodgkin. A confirmação requer biópsia excisional do gânglio e estadiamento com PET-CT.
O Linfoma de Hodgkin é uma neoplasia linfoproliferativa que, embora rara na infância, tem um pico de incidência na adolescência e adultos jovens. É fundamental que o residente esteja atento aos sinais e sintomas, pois o diagnóstico precoce e o estadiamento adequado são cruciais para o sucesso do tratamento. A apresentação clássica envolve linfonodomegalia indolor, geralmente cervical ou supraclavicular, e a presença de sintomas B, que indicam doença mais avançada e impactam o prognóstico. A fisiopatologia envolve a proliferação clonal de células B anormais (células de Reed-Sternberg) em um microambiente inflamatório. O diagnóstico é estabelecido pela biópsia excisional de um linfonodo afetado, que permite a análise histopatológica e imuno-histoquímica para identificar as células características e determinar o subtipo. Exames de imagem, como a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada, podem revelar adenopatias mediastinais e infiltrados pulmonares, mas o PET-CT é o exame de escolha para o estadiamento completo da doença, identificando todos os sítios de envolvimento. A conduta após a suspeita clínica e achados iniciais deve ser a biópsia excisional para confirmação diagnóstica, seguida pelo estadiamento completo com PET-CT de corpo inteiro. O tratamento é multimodal, envolvendo quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia, com altas taxas de cura. A identificação precoce e a abordagem diagnóstica correta são pilares para um bom desfecho, e a diferenciação de outras causas de linfonodomegalia (como mononucleose ou tuberculose) é um desafio comum na prática clínica.
Os sintomas clássicos incluem linfonodomegalia indolor e progressiva, geralmente em cadeias cervicais ou supraclaviculares, e os 'sintomas B': febre inexplicada (>38°C), sudorese noturna profusa e perda de peso (>10% em 6 meses). Tosse seca e mal-estar também são comuns.
A biópsia excisional permite a remoção de todo o linfonodo, fornecendo tecido suficiente para análise histopatológica detalhada, imuno-histoquímica e, se necessário, estudos moleculares. Isso é crucial para identificar as células de Reed-Sternberg e determinar o subtipo histológico, o que não é possível com a biópsia aspirativa.
O PET-CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons com 18F-FDG) é essencial para o estadiamento preciso do Linfoma de Hodgkin, pois detecta sítios de doença metabolicamente ativos que podem não ser visíveis em tomografias convencionais. Ele ajuda a determinar a extensão da doença, guiar a biópsia e avaliar a resposta ao tratamento.
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