Linfoma Gástrico: Diagnóstico, Apresentação Clínica e Manejo

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022

Enunciado

Em relação aos linfomas gástricos, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) é a neoplasia gástrica de maior frequência.
  2. B) raramente provoca anorexia e perda de peso.
  3. C) a lesão pode se apresentar como uma massa tumoral.
  4. D) quase sempre é parte de uma doença generalizada.
  5. E) o tratamento cirúrgico é sempre a melhor escolha.

Pérola Clínica

Linfoma gástrico: 2ª neoplasia gástrica mais comum; pode ser massa, úlcera ou infiltrado; H. pylori associado ao MALT.

Resumo-Chave

Linfomas gástricos são a segunda neoplasia gástrica mais comum, atrás do adenocarcinoma. Sua apresentação clínica é variada, podendo sim manifestar-se como uma massa tumoral, mas também como úlceras, infiltrados ou espessamento da parede gástrica, o que dificulta o diagnóstico diferencial.

Contexto Educacional

Os linfomas gástricos representam a segunda neoplasia maligna mais comum do estômago, superados apenas pelo adenocarcinoma. Embora menos frequentes que os adenocarcinomas, sua incidência tem aumentado, e a compreensão de sua patogênese, apresentação e tratamento é crucial para a prática médica. A maioria dos linfomas gástricos são linfomas não-Hodgkin de células B, sendo o linfoma MALT (tecido linfoide associado à mucosa) o subtipo mais comum. A apresentação clínica dos linfomas gástricos é bastante variada e inespecífica, o que pode dificultar o diagnóstico. Os pacientes podem queixar-se de dor epigástrica, dispepsia, náuseas, vômitos, saciedade precoce, perda de peso e, em alguns casos, sangramento gastrointestinal. Endoscopicamente, a lesão pode manifestar-se como uma massa tumoral, uma úlcera, um infiltrado difuso ou um espessamento das pregas gástricas, mimetizando outras condições, incluindo o adenocarcinoma. O tratamento dos linfomas gástricos depende do subtipo histológico, estágio da doença e presença de infecção por H. pylori. Para linfomas MALT de baixo grau associados a H. pylori, a erradicação da bactéria é frequentemente curativa. Em outros casos, a quimioterapia, radioterapia ou, mais raramente, a cirurgia podem ser indicadas. A cirurgia é geralmente reservada para complicações como obstrução, perfuração ou sangramento incontrolável, ou para falha de outras terapias.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre H. pylori e linfoma gástrico?

A infecção por Helicobacter pylori está fortemente associada ao linfoma gástrico de células B de baixo grau do tipo MALT (tecido linfoide associado à mucosa), sendo sua erradicação frequentemente curativa para esses casos.

Como se manifesta clinicamente o linfoma gástrico?

O linfoma gástrico pode apresentar-se com sintomas inespecíficos como dor epigástrica, dispepsia, náuseas, vômitos, sangramento gastrointestinal, e, macroscopicamente, como massa tumoral, úlcera ou espessamento da parede gástrica.

Qual a abordagem terapêutica inicial para o linfoma gástrico MALT?

Para linfomas MALT gástricos de baixo grau associados a H. pylori, a erradicação da bactéria é a primeira linha de tratamento, com altas taxas de remissão. A cirurgia é reservada para casos selecionados ou complicações.

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