Esplenectomia por Linfoma: Vacinação e Estadiamento Completo

HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024

Enunciado

Um senhor de 58 anos foi encaminhado do Serviço de Hematologia, devido a linfoma primário esplênico das células da zona marginal, após tratamento com quimioterapia, já com indicação de tratamento cirúrgico. Nesse caso, a conduta CORRETA é indicar:

Alternativas

  1. A) Vacinação; esplenectomia com linfadenectomia e drenagem da cavidade mandatória.
  2. B) Vacinação; esplenectomia subtotal e drenagem da cavidade mandatória.
  3. C) Vacinação; esplenectomia com linfadenectomia e biópsia hepática.
  4. D) Esplenectomia com linfadenectomia e drenagem da cavidade mandatória, não sendo necessária a vacinação.

Pérola Clínica

Esplenectomia por linfoma → Vacinação pré-operatória + Esplenectomia + Estadiamento (linfonodos, fígado).

Resumo-Chave

Em casos de esplenectomia indicada para linfoma esplênico da zona marginal, a vacinação pré-operatória contra germes encapsulados é crucial. Além da remoção do baço, a linfadenectomia e a biópsia hepática são essenciais para o estadiamento completo da doença.

Contexto Educacional

O linfoma esplênico da zona marginal é um tipo de linfoma não-Hodgkin indolente que se origina no baço. O tratamento pode envolver quimioterapia, rituximabe e, em muitos casos, a esplenectomia, que tem tanto valor terapêutico quanto diagnóstico e de estadiamento. A remoção do baço, um órgão linfoide importante, confere riscos específicos ao paciente. A principal preocupação após a esplenectomia é o risco de sepse fulminante pós-esplenectomia (SFPE), causada por bactérias encapsuladas como Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae tipo b. Por isso, a vacinação pré-operatória contra esses patógenos é uma medida profilática mandatória e deve ser realizada idealmente 2-4 semanas antes da cirurgia. Além da esplenectomia, o estadiamento completo do linfoma é fundamental para guiar o tratamento adjuvante e o prognóstico. Isso inclui a avaliação de linfonodos regionais (linfadenectomia) e biópsias de outros órgãos, como o fígado, para determinar a extensão da doença. A drenagem da cavidade não é mandatória e a esplenectomia subtotal não é o padrão para linfoma.

Perguntas Frequentes

Por que a vacinação é importante antes da esplenectomia?

A vacinação é crucial antes da esplenectomia para proteger o paciente contra infecções graves e potencialmente fatais por bactérias encapsuladas (pneumococo, meningococo, Haemophilus influenzae tipo b), devido à asplenia funcional.

Quais são os componentes do estadiamento cirúrgico para linfoma esplênico?

O estadiamento cirúrgico para linfoma esplênico geralmente inclui a esplenectomia, linfadenectomia para avaliar o envolvimento dos linfonodos e biópsias de outros órgãos, como o fígado, para verificar a disseminação da doença.

Quais são os riscos de um paciente esplenectomizado?

O principal risco é a sepse fulminante pós-esplenectomia (SFPE), uma infecção grave e rapidamente progressiva por bactérias encapsuladas. Outros riscos incluem trombocitose e aumento do risco de trombose.

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