CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
O linfoma intraocular primário mais frequente é:
Linfoma intraocular primário = Linfoma Difuso de Grandes Células B (Não-Hodgkin).
O linfoma intraocular primário é quase invariavelmente um linfoma de células B, manifestando-se frequentemente como uma uveíte posterior crônica que não responde a corticoides.
O linfoma intraocular primário (LIOP) é uma forma agressiva de linfoma não-Hodgkin que afeta a retina, o vítreo e o nervo óptico. Clinicamente, desafia o oftalmologista por sua apresentação insidiosa, muitas vezes mimetizando uveítes posteriores idiopáticas. O diagnóstico definitivo geralmente requer vitrectomia diagnóstica com análise citológica, imuno-histoquímica e, cada vez mais, testes moleculares para rearranjo de genes de imunoglobulina (PCR). O tratamento é multidisciplinar, envolvendo quimioterapia (intravítrea e sistêmica) e radioterapia, devido ao alto risco de progressão para o sistema nervoso central.
O tipo mais comum é o Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB). Ele é classificado como um linfoma não-Hodgkin extranodal. Embora linfomas de células T possam ocorrer no olho, eles são extremamente raros em comparação com a linhagem B.
A síndrome de mascaramento ocorre quando uma neoplasia maligna, como o linfoma, mimetiza uma inflamação intraocular (uveíte). O paciente apresenta células no vítreo e infiltrados sub-retinianos que podem ser confundidos com processos infecciosos ou autoimunes, levando a erros diagnósticos iniciais.
Existe uma forte associação entre o linfoma intraocular primário e o linfoma primário do sistema nervoso central (LPSNC). Cerca de 60-80% dos pacientes com linfoma ocular desenvolverão envolvimento do SNC, e aproximadamente 20% dos pacientes com LPSNC têm envolvimento ocular ao diagnóstico.
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