UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021
Paciente de 26 anos de idade com queixa de caroço doloroso na região inguinal direita há um dia. Refere que antes do aparecimento desse caroço, notou uma “feridinha” na vulva que desapareceu sozinha. Ao exame físico, presença de linfoadenomegalia na região inguinal direita, com sinais flogísticos e um ponto de flutuação. Órgãos genitais externos sem outras lesões. Qual é o agente etiológico?
Lesão genital prévia indolor + Adenopatia inguinal dolorosa e flutuante (bubão) → Linfogranuloma Venéreo (LGV) por Chlamydia trachomatis.
A história de uma lesão genital que desapareceu espontaneamente seguida por uma adenopatia inguinal dolorosa e supurativa (bubão) é clássica do Linfogranuloma Venéreo (LGV). O agente etiológico é a Chlamydia trachomatis, especificamente os sorotipos L1, L2 ou L3, que causam uma infecção sistêmica com linfadenopatia regional.
O Linfogranuloma Venéreo (LGV) é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada por sorotipos específicos (L1, L2, L3) da Chlamydia trachomatis. Embora menos comum que outras clamidioses, é uma condição importante devido ao seu potencial de causar doença sistêmica e sequelas crônicas se não tratada. É mais prevalente em regiões tropicais e subtropicais, mas pode ser encontrada globalmente. A doença se manifesta em fases. A fase primária é caracterizada por uma lesão genital pequena, indolor e transitória (pápula, úlcera ou vesícula) que pode passar despercebida. Semanas depois, surge a fase secundária, com linfadenopatia regional dolorosa e unilateral, conhecida como bubão inguinal. Este bubão pode coalescer, flutuar e fistulizar, liberando pus. A fisiopatologia envolve a replicação da bactéria nos linfonodos, causando uma resposta inflamatória granulomatosa. O diagnóstico é clínico, com suporte laboratorial por testes moleculares (NAAT) ou sorologia. O tratamento de escolha é a doxiciclina por 21 dias, com eritromicina como alternativa. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações como fístulas, estenoses retais e elefantíase genital, que podem ocorrer na fase terciária da doença.
O LGV tem três fases: primária (lesão genital transitória e indolor), secundária (linfadenopatia regional, bubão) e terciária (sequelas como elefantíase genital, fístulas e estenoses).
O bubão do LGV é caracteristicamente doloroso, unilateral e pode flutuar e fistulizar. A história de uma lesão genital prévia indolor e transitória é um forte indicativo.
O tratamento de escolha para o LGV é a Doxiciclina oral por 21 dias. Alternativas incluem Eritromicina. A drenagem do bubão pode ser necessária para alívio sintomático.
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