Linfogranuloma Venéreo: Diagnóstico e Agente Etiológico

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 26 anos de idade com queixa de caroço doloroso na região inguinal direita há um dia. Refere que, antes do aparecimento desse caroço, notou uma "feridinha" na vulva que desapareceu sozinha. Ao exame físico: Presença de linfadenomegalia na inguinal direita; Sinais flogísticos; Um ponto de flutuação; Órgãos genitais externos sem outras lesões. Qual é o agente etiológico?

Alternativas

  1. A) Haemophilus ducreyi.
  2. B) Klebsiella granulomatis.
  3. C) Treponema pallidum.
  4. D) Chlamydia trachomatis.
  5. E) Herpes simples tipo 2

Pérola Clínica

Úlcera genital transitória + linfadenopatia inguinal dolorosa e supurativa (bubão) → Linfogranuloma Venéreo (Chlamydia trachomatis L1-L3).

Resumo-Chave

O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma IST causada por sorotipos específicos de Chlamydia trachomatis. Caracteriza-se por uma lesão genital primária transitória, seguida por linfadenopatia inguinal dolorosa e supurativa (bubão), que pode fistulizar.

Contexto Educacional

O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por sorotipos específicos (L1, L2 e L3) de Chlamydia trachomatis. É mais comum em regiões tropicais e subtropicais, mas tem sido observada um aumento de casos em outras áreas, especialmente em homens que fazem sexo com homens, devido a práticas sexuais específicas. A doença evolui em fases. Inicialmente, surge uma pequena lesão genital (pápula, vesícula ou úlcera) que é geralmente indolor e transitória, podendo passar despercebida. Semanas depois, desenvolve-se a fase secundária, caracterizada por uma linfadenopatia inguinal unilateral, dolorosa, com sinais flogísticos e que pode progredir para formação de bubão (massa flutuante) e fistulização, drenando material purulento. O diagnóstico é principalmente clínico-epidemiológico, com suporte laboratorial por testes moleculares (PCR) para Chlamydia trachomatis em amostras do bubão ou da lesão, quando presente. O tratamento é feito com doxiciclina por um período prolongado (geralmente 21 dias), e é crucial para prevenir complicações como fístulas, estenoses anorretais e elefantíase genital, que podem ser debilitantes.

Perguntas Frequentes

Quais são as fases clínicas do linfogranuloma venéreo?

O LGV tem uma fase primária com uma úlcera ou pápula genital transitória e indolor, que muitas vezes passa despercebida. A fase secundária é marcada pela linfadenopatia inguinal dolorosa e supurativa (bubão), que pode fistulizar.

Qual o agente etiológico do linfogranuloma venéreo?

O linfogranuloma venéreo é causado por sorotipos específicos (L1, L2, L3) de Chlamydia trachomatis, que são mais invasivos e linfotrópicos do que os sorotipos que causam a clamídia genital comum.

Como diferenciar o bubão do LGV de outras adenopatias inguinais?

O bubão do LGV é tipicamente unilateral, doloroso, com sinais flogísticos e pode flutuar e fistulizar, drenando pus. A história de uma lesão genital primária que desapareceu é um forte indício, e a ausência de outras lesões genitais ativas é importante.

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