Linfogranuloma Venéreo: Agente Etiológico e Nomenclatura

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020

Enunciado

O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma doença infecciosa sistêmica e crônica cujos principais efeitos resultam em dano ao sistema linfático de drenagem da infecção. Analise as assertivas sobre o tema. I. O agente etiológico é Calmmatobacterium granulomatis. II. O agente etiológico é a Chlamydia trachomatis. III. Também denominada de linfogranuloma inguinal e doença de Nicolas-Favre-Durand. IV. O agente etiológico é o Haemophilus ducreyi.Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas

  1. A) I, II, III e IV.
  2. B) II e III, apenas.
  3. C) III e IV, apenas.
  4. D) II e III, apenas.
  5. E) IV, apenas.

Pérola Clínica

Linfogranuloma Venéreo (LGV) = Chlamydia trachomatis (sorotipos L1, L2, L3), também conhecido como Doença de Nicolas-Favre-Durand.

Resumo-Chave

O linfogranuloma venéreo é causado por sorotipos específicos (L1, L2, L3) de Chlamydia trachomatis, e não por Calymmatobacterium granulomatis (agente da donovanose) ou Haemophilus ducreyi (agente do cancro mole). É uma infecção sistêmica que afeta principalmente o sistema linfático.

Contexto Educacional

O Linfogranuloma Venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) crônica e sistêmica, causada por sorotipos específicos (L1, L2, L3) da bactéria Chlamydia trachomatis. É uma doença de importância em saúde pública, especialmente em populações de alto risco, e pode levar a sequelas graves se não tratada adequadamente. Seu reconhecimento é fundamental para o manejo correto e prevenção da disseminação. A fisiopatologia do LGV envolve a infecção inicial da mucosa genital ou anal, seguida pela disseminação linfática para os gânglios regionais. A doença evolui em fases: uma lesão primária transitória (úlcera, pápula ou vesícula indolor), seguida pela fase secundária com linfadenopatia inguinal supurativa (bubão), que pode fistulizar. A fase terciária pode incluir síndromes anorretais crônicas e elefantíase genital. É crucial diferenciar o LGV de outras ISTs com manifestações semelhantes. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com confirmação laboratorial por testes moleculares (PCR) para Chlamydia trachomatis e sorotipagem. O tratamento de escolha é a doxiciclina por 21 dias, ou eritromicina para gestantes. O manejo adequado não só cura a infecção, mas também previne as complicações crônicas e a transmissão. A notificação e o rastreamento de parceiros são componentes essenciais do controle da doença.

Perguntas Frequentes

Qual é o agente etiológico do Linfogranuloma Venéreo (LGV)?

O agente etiológico do Linfogranuloma Venéreo (LGV) é a bactéria Chlamydia trachomatis, especificamente os sorotipos L1, L2 e L3.

Quais são os outros nomes pelos quais o Linfogranuloma Venéreo é conhecido?

O Linfogranuloma Venéreo também é conhecido como linfogranuloma inguinal, doença de Nicolas-Favre-Durand e bubão climático, devido às suas manifestações clínicas e históricas.

Como o LGV se diferencia de outras ISTs que causam linfadenopatia inguinal?

O LGV é causado por Chlamydia trachomatis e tipicamente apresenta uma lesão primária transitória seguida por linfadenopatia inguinal supurativa (bubão). Diferencia-se do cancro mole (Haemophilus ducreyi), que causa úlceras dolorosas e bubões, e da sífilis (úlcera indolor e linfadenopatia não supurativa).

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