FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Paciente, 32 anos, apresentando lesões genitais dolorosas e aumento dos linfonodos inguinais. Após exame e anamnese detalhada, há suspeita clínica de linfogranuloma venéreo. Neste caso, a abordagem terapêutica mais adequada é:
Suspeita de LGV → iniciar Doxiciclina 100mg 2x/dia por 21 dias, mesmo antes da confirmação laboratorial, para evitar sequelas.
O tratamento do linfogranuloma venéreo deve ser iniciado prontamente com doxiciclina, mesmo com suspeita clínica, devido ao risco de complicações como fístulas, estenoses e elefantíase genital. A confirmação laboratorial pode demorar e não deve atrasar a terapia.
O Linfogranuloma Venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelos sorotipos L1, L2 e L3 da Chlamydia trachomatis. Embora menos comum que outras clamidíases, sua importância reside na capacidade de causar doença sistêmica e sequelas graves se não tratada adequadamente. É fundamental para residentes e estudantes de medicina reconhecer a apresentação clínica e a necessidade de intervenção rápida. A fisiopatologia envolve a invasão dos linfonodos regionais, levando à linfadenopatia supurativa característica, conhecida como bubão. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de exposição sexual e nos achados de lesões genitais e linfadenopatia. A confirmação laboratorial por PCR é ideal, mas não deve atrasar o início do tratamento. A conduta terapêutica padrão ouro é a doxiciclina por 21 dias. O tratamento empírico é justificado pelo risco de complicações como fístulas, estenoses e elefantíase genital, que podem ser debilitantes e de difícil manejo. A vigilância e o tratamento dos parceiros sexuais também são essenciais para o controle da doença.
O LGV se manifesta inicialmente com uma lesão genital primária (úlcera ou pápula indolor) que pode passar despercebida, seguida por linfadenopatia inguinal unilateral ou bilateral dolorosa (bubão), que pode fistulizar.
O tratamento de primeira linha para LGV é a doxiciclina 100 mg, via oral, duas vezes ao dia, por 21 dias. A azitromicina é uma alternativa para casos de intolerância ou contraindicação.
O tratamento precoce é crucial para prevenir complicações graves e irreversíveis do LGV, como fístulas, estenoses uretrais ou retais, e elefantíase genital, que podem ocorrer se a infecção não for tratada a tempo.
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