Linfogranuloma Venéreo (LGV): Diagnóstico e Estiomene

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 30 anos chega ao ambulatório de ginecologia com quadro que sugere elefantíase vulvar e áreas de retração cicatricial em genitália e reto. Informa que o processo iniciou com “caroço” na região inguinal direita que inchou, ficou inflamado e muito doloroso. Revela ainda o aparecimento de secreção purulenta por furos no referido “caroço”. Depois virou uma úlcera.Assinale a alternativa com o provável diagnóstico e o nome da lesão.

Alternativas

  1. A) Sífilis primária / protossinfiloma
  2. B) Doença de Nicolas-Favre / estiomene
  3. C) Cancro mole/ corpúsculo de Donovan
  4. D) Cancro duro / úlcera de Rollet
  5. E) Condilomatose / tumor de Buschke-Lowenstein

Pérola Clínica

LGV (Doença de Nicolas-Favre) → elefantíase vulvar (estiomene) + bubões supurativos + fístulas.

Resumo-Chave

A Doença de Nicolas-Favre, ou Linfogranuloma Venéreo (LGV), é causada por sorotipos específicos de Chlamydia trachomatis e se manifesta com lesões genitais e linfadenopatia inguinal supurativa. A evolução crônica pode levar a sequelas como elefantíase vulvar (estiomene) e retrações cicatriciais, sendo crucial o diagnóstico e tratamento precoces para evitar essas complicações.

Contexto Educacional

O Linfogranuloma Venéreo (LGV), também conhecido como Doença de Nicolas-Favre, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por sorotipos L1, L2 e L3 de Chlamydia trachomatis. É mais comum em regiões tropicais e subtropicais, com prevalência crescente em populações de risco, como homens que fazem sexo com homens (HSH). A importância clínica reside na sua capacidade de causar lesões destrutivas e crônicas se não tratada adequadamente. A fisiopatologia envolve a invasão dos linfonodos regionais, levando a uma linfadenite granulomatosa e supurativa. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de exposição e nas manifestações características, como úlcera genital transitória e bubões inguinais dolorosos que podem fistulizar. A confirmação laboratorial por PCR é ideal. A suspeita deve surgir em pacientes com linfadenopatia inguinal supurativa, proctite ou lesões genitais crônicas. O tratamento padrão é com doxiciclina por 21 dias, ou eritromicina para gestantes. O prognóstico é bom com tratamento precoce, mas as complicações crônicas como estiomene (elefantíase vulvar), fístulas e estenoses retais podem exigir intervenção cirúrgica. A educação sexual e o rastreamento em populações de risco são fundamentais para o controle da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas do Linfogranuloma Venéreo?

O LGV se manifesta inicialmente com uma úlcera genital indolor, seguida por linfadenopatia inguinal unilateral e dolorosa (bubão), que pode supurar e formar fístulas. Em fases crônicas, pode levar a elefantíase vulvar (estiomene) e retrações cicatriciais anogenitais.

Como é feito o diagnóstico e tratamento do Linfogranuloma Venéreo?

O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com confirmação laboratorial por PCR para Chlamydia trachomatis. O tratamento de escolha é a doxiciclina por 21 dias, ou eritromicina como alternativa, para evitar complicações crônicas.

O que é estiomene e qual sua relação com o LGV?

Estiomene é a elefantíase vulvar, uma complicação crônica do Linfogranuloma Venéreo, caracterizada por edema linfático persistente, hipertrofia tecidual e deformidade da genitália externa feminina, resultante da obstrução linfática causada pela infecção.

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