Linfogranuloma Venéreo: Agente Etiológico e Diagnóstico

IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022

Enunciado

Em uma jovem de 22 anos, foi feito diagnóstico de linfogranuloma venéreo. Indique o agente patogênico envolvido:

Alternativas

  1. A) Chlamydia trachomatis.
  2. B) Ureaplasma urealyticum.
  3. C) Neisseria gonorrhoeae.
  4. D) Trichomonas vaginalis.

Pérola Clínica

Linfogranuloma Venéreo (LGV) = Chlamydia trachomatis (sorotipos L1, L2, L3).

Resumo-Chave

O linfogranuloma venéreo é uma infecção sexualmente transmissível causada por sorotipos específicos (L1, L2, L3) da bactéria Chlamydia trachomatis. Diferente de outras infecções por Chlamydia, o LGV causa uma doença sistêmica com linfadenopatia regional proeminente e pode levar a complicações graves se não tratada.

Contexto Educacional

O Linfogranuloma Venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) crônica e sistêmica, causada por sorotipos específicos da bactéria *Chlamydia trachomatis*. Diferente dos sorotipos D-K, que causam uretrite, cervicite e conjuntivite, os sorotipos L1, L2 e L3 são os agentes etiológicos do LGV, caracterizados por sua capacidade de invadir e replicar-se nos linfonodos regionais. A doença é mais comum em regiões tropicais e subtropicais, mas tem sido observada um aumento de casos em países desenvolvidos, especialmente entre homens que fazem sexo com homens (HSH). A apresentação clínica do LGV ocorre em fases. Inicialmente, pode haver uma lesão primária indolor e transitória (pápula, vesícula ou úlcera) no local da inoculação. Semanas depois, desenvolve-se a fase secundária, caracterizada por linfadenopatia regional dolorosa e supurativa, formando os clássicos "bubões" inguinais. Em casos de infecção anorretal, pode ocorrer proctocolite com dor retal, tenesmo e secreção. Se não tratado, o LGV pode evoluir para complicações crônicas, como fístulas, estenoses e elefantíase genital. O diagnóstico é feito pela suspeita clínica e confirmado por testes moleculares (NAAT) para *Chlamydia trachomatis* em amostras de bubões aspirados, úlceras ou secreções anorretais, com genotipagem para os sorotipos L1-L3. O tratamento de escolha é a doxiciclina oral por 21 dias, com alternativas como eritromicina. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações e a disseminação da infecção.

Perguntas Frequentes

Quais são os sorotipos de Chlamydia trachomatis responsáveis pelo Linfogranuloma Venéreo?

Os sorotipos de Chlamydia trachomatis responsáveis pelo Linfogranuloma Venéreo são L1, L2 e L3.

Quais são as fases clínicas do Linfogranuloma Venéreo?

O LGV classicamente apresenta três fases: uma lesão primária transitória (úlcera ou pápula), seguida por linfadenopatia regional (bubões) e, em casos não tratados, síndromes anogenitais crônicas como proctocolite ou elefantíase.

Qual o tratamento recomendado para o Linfogranuloma Venéreo?

O tratamento de escolha para o LGV é a doxiciclina oral por 21 dias. Alternativas incluem eritromicina.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo