Linfogranuloma Venéreo: Diagnóstico e Agente Etiológico

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021

Enunciado

Sobre o linfogranuloma venéreo - LGV, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) O teste de microimunofluorescência detecta anticorpos da classe IgM e IgG, e constitui o método mais sensível e específico para o diagnóstico.
  2. B) O diagnóstico é essencialmente clínico, porém o exame microscópico de raspado celular da lesão é bastante sensível enquanto a sorologia tem se revelado pouco sensível.
  3. C) Os quadros de úlcera, erosão, uretrites e proctite são descritos como manifestações da fase tardia e em pacientes expostos por intercurso anal passivo. Nesses casos, o diagnóstico deve ser feito por exame microscópico direto do raspado de células coradas pelo Giemsa à procura de inclusões típicas.
  4. D) Os títulos da reação de fixação de complemento são mais altos nos quadros causados por Chlamydia trachomatis sorotipo D-K do que pelos sorotipos L1, L2 e L3.
  5. E) O teste intradérmico de Frei pode ser utilizado e o hemograma apresenta leucocitose discreta com linfocitose e monocitose relativas.

Pérola Clínica

LGV: Diagnóstico padrão ouro é microimunofluorescência para IgM/IgG contra Chlamydia trachomatis (sorotipos L1, L2, L3).

Resumo-Chave

O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível causada por sorotipos específicos (L1, L2, L3) de Chlamydia trachomatis. O diagnóstico sorológico por microimunofluorescência é o método mais sensível e específico, detectando anticorpos IgM e IgG.

Contexto Educacional

O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por sorotipos específicos (L1, L2 e L3) de Chlamydia trachomatis, que se distinguem dos sorotipos D-K, responsáveis por uretrites, cervicites e conjuntivites. A doença é caracterizada por uma lesão primária genital geralmente indolor e transitória, seguida por uma linfadenopatia regional supurativa (bubão inguinal) que pode fistulizar. O diagnóstico do LGV é desafiador devido à inespecificidade das lesões primárias e à necessidade de identificar os sorotipos específicos. Embora o diagnóstico seja frequentemente clínico-epidemiológico, a confirmação laboratorial é crucial. Métodos moleculares como PCR para Chlamydia trachomatis, com genotipagem para os sorotipos L, são altamente sensíveis e específicos. A microimunofluorescência para detecção de anticorpos IgM e IgG contra Chlamydia trachomatis, embora não diferencie os sorotipos, é um método sorológico sensível e específico que pode auxiliar no diagnóstico, especialmente em fases mais avançadas da doença. O tratamento é feito com antibióticos, sendo a doxiciclina a primeira escolha. A identificação e tratamento precoces são importantes para prevenir complicações crônicas, como elefantíase genital, fístulas e estenoses retais, especialmente em pacientes com proctite linfogranulomatosa.

Perguntas Frequentes

Quais são os sorotipos de Chlamydia trachomatis responsáveis pelo LGV?

O linfogranuloma venéreo é causado pelos sorotipos L1, L2 e L3 de Chlamydia trachomatis, que possuem maior invasividade tecidual em comparação com outros sorotipos.

Quais são as fases clínicas do linfogranuloma venéreo?

O LGV tem uma fase primária com lesão genital transitória (úlcera ou pápula), seguida por uma fase secundária com linfadenopatia inguinal (bubão) e, em casos crônicos, pode levar a elefantíase genital e fístulas.

Qual o tratamento recomendado para o LGV?

O tratamento de escolha para o linfogranuloma venéreo é a doxiciclina 100 mg, duas vezes ao dia, por 21 dias. Alternativas incluem eritromicina ou azitromicina.

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