UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Sobre o linfogranuloma venéreo - LGV, assinale a alternativa CORRETA.
LGV: Diagnóstico padrão ouro é microimunofluorescência para IgM/IgG contra Chlamydia trachomatis (sorotipos L1, L2, L3).
O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível causada por sorotipos específicos (L1, L2, L3) de Chlamydia trachomatis. O diagnóstico sorológico por microimunofluorescência é o método mais sensível e específico, detectando anticorpos IgM e IgG.
O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por sorotipos específicos (L1, L2 e L3) de Chlamydia trachomatis, que se distinguem dos sorotipos D-K, responsáveis por uretrites, cervicites e conjuntivites. A doença é caracterizada por uma lesão primária genital geralmente indolor e transitória, seguida por uma linfadenopatia regional supurativa (bubão inguinal) que pode fistulizar. O diagnóstico do LGV é desafiador devido à inespecificidade das lesões primárias e à necessidade de identificar os sorotipos específicos. Embora o diagnóstico seja frequentemente clínico-epidemiológico, a confirmação laboratorial é crucial. Métodos moleculares como PCR para Chlamydia trachomatis, com genotipagem para os sorotipos L, são altamente sensíveis e específicos. A microimunofluorescência para detecção de anticorpos IgM e IgG contra Chlamydia trachomatis, embora não diferencie os sorotipos, é um método sorológico sensível e específico que pode auxiliar no diagnóstico, especialmente em fases mais avançadas da doença. O tratamento é feito com antibióticos, sendo a doxiciclina a primeira escolha. A identificação e tratamento precoces são importantes para prevenir complicações crônicas, como elefantíase genital, fístulas e estenoses retais, especialmente em pacientes com proctite linfogranulomatosa.
O linfogranuloma venéreo é causado pelos sorotipos L1, L2 e L3 de Chlamydia trachomatis, que possuem maior invasividade tecidual em comparação com outros sorotipos.
O LGV tem uma fase primária com lesão genital transitória (úlcera ou pápula), seguida por uma fase secundária com linfadenopatia inguinal (bubão) e, em casos crônicos, pode levar a elefantíase genital e fístulas.
O tratamento de escolha para o linfogranuloma venéreo é a doxiciclina 100 mg, duas vezes ao dia, por 21 dias. Alternativas incluem eritromicina ou azitromicina.
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