HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Paciente de 32 anos, solteira, nuligesta e sem comorbidades associadas, procura atendimento por dor em região inguinal bilateral e corrimento vaginal. Ao exame físico, linfadenopatia de cadeias inguinais de aspecto inflamatório e exame especular evidenciando inflamação da cérvice com corrimento mucopurulento de orifício cervical externo. Qual das alternativas abaixo está correta sobre a hipótese diagnóstica e o tratamento?
Linfogranuloma venéreo (LGV) → linfadenopatia inguinal inflamatória (bubão) + cervicite mucopurulenta; tratamento = doxiciclina oral.
O quadro clínico de dor inguinal bilateral, linfadenopatia inflamatória (bubões) e cervicite mucopurulenta é altamente sugestivo de Linfogranuloma Venéreo (LGV), causado por sorotipos específicos de Chlamydia trachomatis. O tratamento de escolha para LGV é a doxiciclina via oral.
O Linfogranuloma Venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por sorotipos específicos (L1, L2 e L3) de Chlamydia trachomatis. Diferente de outras clamidíases que causam uretrite ou cervicite, os sorotipos do LGV têm maior capacidade de invadir e se replicar no sistema linfático, levando a manifestações clínicas características. A doença é mais comum em regiões tropicais e subtropicais, e sua incidência tem aumentado em algumas populações. O quadro clínico do LGV evolui em fases. Inicialmente, pode haver uma lesão primária genital (pápula, vesícula ou úlcera indolor) que passa despercebida. Semanas depois, surge a fase secundária, caracterizada por linfadenopatia regional, mais comumente inguinal, que se torna dolorosa, inflamatória e pode formar bubões que fistulizam. Sintomas sistêmicos como febre, mal-estar e mialgia também podem ocorrer. Em mulheres, a cervicite mucopurulenta é uma apresentação comum. O diagnóstico é principalmente clínico e epidemiológico, mas pode ser confirmado por testes moleculares (PCR) para Chlamydia trachomatis nos bubões ou secreções. O tratamento de escolha é a doxiciclina oral por um período prolongado, visando a erradicação da bactéria e a resolução dos sintomas. É fundamental o rastreamento e tratamento dos parceiros sexuais para controle da transmissão.
O LGV classicamente se manifesta com uma lesão primária transitória (úlcera ou pápula), seguida por linfadenopatia inguinal dolorosa e inflamatória (bubão), que pode fistulizar, e sintomas sistêmicos ou cervicite.
O LGV é causado por sorotipos específicos (L1, L2, L3) da bactéria Chlamydia trachomatis, que possuem maior tropismo por tecidos linfáticos do que os sorotipos que causam outras clamidíases.
O tratamento de primeira linha para o LGV é a doxiciclina 100 mg via oral, duas vezes ao dia, por 21 dias. Alternativas incluem eritromicina ou azitromicina em casos específicos.
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