CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Qual agente etiológico do linfogranuloma venéreo?
Linfogranuloma venéreo (LGV) → Chlamydia trachomatis (sorotipos L1, L2, L3).
O linfogranuloma venéreo é uma infecção sexualmente transmissível causada por sorotipos específicos de Chlamydia trachomatis. Caracteriza-se por lesões genitais transitórias e adenopatia inguinal supurativa, conhecida como bubão.
O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por sorotipos específicos (L1, L2 e L3) de Chlamydia trachomatis. Embora menos comum que outras ISTs, sua importância reside na potencial gravidade das complicações se não tratada, como fístulas, estenoses e linfedema crônico. É mais prevalente em regiões tropicais e subtropicais, e sua incidência tem aumentado em populações específicas, como homens que fazem sexo com homens. A fisiopatologia envolve a invasão dos linfonodos regionais pelos sorotipos L1-L3 de Chlamydia trachomatis, que possuem maior capacidade invasiva que os sorotipos associados à uretrite ou cervicite. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela presença de úlcera genital transitória seguida de adenopatia inguinal supurativa (bubão) e confirmado por testes moleculares (PCR) em amostras de lesões ou aspirados de bubões. A diferenciação de outras ISTs é crucial. O tratamento padrão para LGV é a doxiciclina por 21 dias, com eritromicina como alternativa para gestantes ou contraindicações. O manejo dos bubões pode incluir drenagem por aspiração para alívio da dor, mas incisão e drenagem cirúrgica devem ser evitadas para prevenir fístulas. O rastreamento e tratamento dos parceiros sexuais são essenciais para controle da transmissão.
O LGV se manifesta inicialmente com uma lesão genital primária transitória (úlcera, pápula ou vesícula) e, posteriormente, com adenopatia inguinal unilateral e dolorosa, que pode supurar formando bubões.
O diagnóstico é feito pela detecção de Chlamydia trachomatis (sorotipos L1, L2 ou L3) em amostras de lesões ou aspirado de bubões, utilizando técnicas moleculares como PCR.
O tratamento de escolha é a doxiciclina por 21 dias. Alternativas incluem eritromicina. O tratamento dos parceiros sexuais também é fundamental.
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