HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
Com relação ao Linfogranuloma Venéreo (LGV), é CORRETO afirmar:
LGV = *Chlamydia trachomatis* L1-L3. Lesão primária é pápula/úlcera transitória, seguida de linfadenopatia inguinal.
O Linfogranuloma Venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível causada por sorotipos específicos de *Chlamydia trachomatis* (L1, L2, L3). A lesão primária é uma pápula ou úlcera pequena e indolor que geralmente passa despercebida, mas é seguida por uma linfadenopatia regional dolorosa e supurativa (bubão inguinal), que é a manifestação mais característica da doença.
O Linfogranuloma Venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por sorotipos específicos de *Chlamydia trachomatis* (L1, L2 e L3). Diferente de outras infecções por *Chlamydia*, que causam uretrite ou cervicite, os sorotipos do LGV são mais invasivos e têm um tropismo acentuado pelo sistema linfático, levando a manifestações sistêmicas e linfadenopatias. Embora não seja de altíssima prevalência geral, é importante em grupos de risco e em regiões tropicais e subtropicais. A história natural do LGV se divide em três estágios. O primeiro estágio é a lesão primária, uma pápula ou úlcera pequena e indolor no local da inoculação, que surge de 3 a 30 dias após a exposição. Esta lesão é efêmera e muitas vezes não é notada pela paciente. O segundo estágio, que ocorre semanas após a lesão primária, é a linfadenopatia regional, caracterizada por bubões inguinais dolorosos, que podem fistulizar e drenar pus. Em casos de infecção anorretal, pode haver proctite e linfadenopatia perirretal. O terceiro estágio, crônico, pode levar a elefantíase genital, estenoses retais e fístulas. O diagnóstico do LGV é feito pela suspeita clínica e confirmado por testes moleculares (NAAT) para *Chlamydia trachomatis* em amostras de lesões ou aspirados de bubões. O tratamento de escolha é a doxiciclina por 21 dias, ou eritromicina como alternativa. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações crônicas e a disseminação da infecção, sendo fundamental a notificação e o tratamento dos parceiros sexuais.
O Linfogranuloma Venéreo (LGV) é causado por sorotipos específicos de *Chlamydia trachomatis*, nomeadamente L1, L2 e L3. Estes sorotipos são invasivos e têm tropismo pelo tecido linfático, o que explica as manifestações clínicas da doença.
A lesão primária do LGV é uma pápula, vesícula ou úlcera pequena, indolor e transitória, que aparece no local da inoculação (genitália, ânus ou boca). Frequentemente passa despercebida devido ao seu caráter fugaz e assintomático, mas é o ponto de entrada da infecção antes da disseminação linfática.
Após a lesão primária, a manifestação mais característica do LGV é a linfadenopatia regional, que ocorre 2 a 6 semanas após a exposição. Nos homens, é comum o bubão inguinal unilateral, doloroso e supurativo. Em mulheres e homens que praticam sexo anal receptivo, pode haver linfadenopatia perirretal e proctite.
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