UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023
Paciente de 18 anos, nuligesta, refere presença de úlceras genitais há 01 semana com piora do quadro. Após exame clínico, foi constatado o diagnóstico de linfogranuloma venéreo. Indique o agente patogênico envolvido.
Linfogranuloma venéreo (LGV) = Chlamydia trachomatis (sorovares L1, L2, L3).
O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível causada por sorovares específicos (L1, L2, L3) da bactéria Chlamydia trachomatis, que se manifesta inicialmente com uma lesão genital primária e posteriormente com linfadenopatia regional supurativa.
O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) crônica causada por sorovares invasivos (L1, L2, L3) da bactéria Chlamydia trachomatis. É mais comum em regiões tropicais e subtropicais, mas sua incidência tem aumentado em países desenvolvidos, especialmente entre homens que fazem sexo com homens (HSH). A doença é caracterizada por uma lesão genital primária, seguida de linfadenopatia regional e, em casos não tratados, pode levar a complicações graves. A fisiopatologia envolve a invasão e replicação da Chlamydia trachomatis nos linfonodos regionais, causando uma resposta inflamatória intensa. Clinicamente, após um período de incubação de 3 a 30 dias, surge uma pequena lesão genital indolor que pode passar despercebida. Semanas depois, desenvolve-se uma linfadenopatia inguinal unilateral dolorosa e supurativa, conhecida como bubão, que pode fistulizar. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, mas pode ser confirmado por PCR ou sorologia. O tratamento do LGV é feito com antibióticos, sendo a doxiciclina a primeira escolha. É fundamental tratar os parceiros sexuais e realizar o acompanhamento para garantir a cura e prevenir sequelas. Complicações a longo prazo incluem estenoses retais, fístulas anorretais e elefantíase genital, ressaltando a importância do diagnóstico e tratamento precoces para evitar morbidade significativa.
O LGV apresenta uma fase primária com lesão genital transitória (pápula, úlcera ou vesícula), seguida pela fase secundária com linfadenopatia inguinal unilateral (bubão) que pode fistulizar, e uma fase terciária com sequelas como elefantíase genital e fístulas.
O diagnóstico laboratorial pode ser feito por PCR para Chlamydia trachomatis em amostras de lesões ou aspirado de bubão, ou por sorologia (fixação do complemento) para detecção de anticorpos, embora o PCR seja mais específico.
O tratamento de escolha é a doxiciclina 100 mg, via oral, duas vezes ao dia, por 21 dias. Alternativas incluem eritromicina ou azitromicina, especialmente em gestantes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo