UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021
A bactéria Chlamydia trachomatis, sorotipos L 1, L2, L3, está relacionada à qual tipo de Infecção Sexualmente Transmissível causadora de úlcera genital?
Chlamydia trachomatis sorotipos L1, L2, L3 → Linfogranuloma Venéreo (LGV) = úlcera genital + linfadenopatia inguinal.
Os sorotipos L1, L2 e L3 de Chlamydia trachomatis são os únicos capazes de causar doença invasiva, como o Linfogranuloma Venéreo, que se manifesta com úlceras genitais e linfadenopatia regional, podendo evoluir para fístulas e estenoses.
O Linfogranuloma Venéreo (LGV) é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada por sorotipos específicos (L1, L2, L3) da bactéria Chlamydia trachomatis. Embora menos comum que outras ISTs, é crucial reconhecê-la devido ao seu potencial de causar complicações graves se não tratada. A prevalência é maior em regiões tropicais e subtropicais, e tem havido um ressurgimento em populações específicas, especialmente homens que fazem sexo com homens (HSH). A fisiopatologia envolve a invasão dos linfonodos regionais pelos sorotipos L da Chlamydia, que são mais invasivos que os sorotipos A-K. A doença progride em estágios: uma lesão primária (úlcera ou pápula indolor) que pode passar despercebida, seguida por linfadenopatia regional (bubão) que pode supurar. O diagnóstico é baseado na suspeita clínica, epidemiologia e confirmado por testes moleculares. O tratamento do LGV é feito com antibióticos, sendo a Doxiciclina a primeira escolha. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a falta de tratamento pode levar a complicações crônicas como fístulas, estenoses anorretais e elefantíase genital. A prevenção envolve práticas sexuais seguras e rastreamento em populações de risco, além do tratamento de parceiros sexuais.
O LGV classicamente se manifesta com uma úlcera genital transitória, seguida por linfadenopatia inguinal dolorosa e supurativa (bubão), podendo evoluir para fístulas e estenoses. Pode também causar proctocolite e síndrome anorretal.
O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com confirmação laboratorial por testes moleculares (PCR) para Chlamydia trachomatis em amostras de lesões, aspirado de bubão ou swab retal, se houver suspeita de proctite.
O tratamento de escolha é a Doxiciclina 100 mg, 2 vezes ao dia, por 21 dias. Alternativas incluem Eritromicina ou Azitromicina, especialmente para gestantes ou em casos de intolerância à doxiciclina.
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