Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024
Paciente consulta ginecologista com queixa de linfadenomegalia dolorosa em região da virilha. O médico suspeita de linfogranuloma venéreo, que á causado por:
Linfogranuloma Venéreo (LGV) → infecção por Chlamydia trachomatis sorotipos L1, L2 ou L3, causando linfadenopatia inguinal dolorosa.
O linfogranuloma venéreo é uma infecção sexualmente transmissível causada por sorotipos específicos de Chlamydia trachomatis. Caracteriza-se por uma lesão primária transitória e, posteriormente, por linfadenopatia regional progressiva e dolorosa, conhecida como bubão inguinal, que pode fistulizar.
O Linfogranuloma Venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível (DST) causada por sorotipos específicos (L1, L2 e L3) da bactéria Chlamydia trachomatis. Embora menos comum que outras DSTs, é importante reconhecê-lo devido às suas complicações crônicas se não tratado. A doença é mais prevalente em regiões tropicais e subtropicais, e sua incidência tem aumentado em alguns grupos de risco, como homens que fazem sexo com homens. A fisiopatologia envolve a infecção inicial da mucosa genital ou anal, seguida pela disseminação linfática para os gânglios regionais. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na presença de linfadenopatia inguinal dolorosa e supurativa (bubão), especialmente em pacientes com histórico de exposição sexual. Exames laboratoriais como PCR para Chlamydia trachomatis em aspirado do bubão ou sorologia podem confirmar a infecção. É crucial suspeitar de LGV em casos de úlceras genitais atípicas ou linfadenopatias persistentes. O tratamento precoce com antibióticos, como doxiciclina, é fundamental para prevenir complicações como fístulas, estenoses retais e elefantíase genital. A educação sobre práticas sexuais seguras e o rastreamento de parceiros sexuais são componentes essenciais do manejo. Residentes devem estar atentos à apresentação atípica da doença, especialmente em locais extragenitais, e à importância do diagnóstico diferencial com outras causas de linfadenopatia.
O LGV inicia com uma lesão primária indolor e transitória (pápula, úlcera ou vesícula) que pode passar despercebida. Semanas depois, surgem linfadenopatias regionais dolorosas, principalmente inguinais (bubões), que podem supurar e fistulizar, além de sintomas sistêmicos como febre e mal-estar.
O tratamento de escolha para o LGV é a doxiciclina 100 mg, via oral, duas vezes ao dia, por 21 dias. Alternativamente, pode-se usar eritromicina 500 mg, via oral, quatro vezes ao dia, por 21 dias, especialmente em gestantes.
O LGV se diferencia pela presença de bubões inguinais dolorosos e supurativos, que podem fistulizar. O cancro mole também causa bubões dolorosos, mas a úlcera primária é mais proeminente. A sífilis primária causa linfadenopatia indolor. O diagnóstico laboratorial é crucial para a confirmação.
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