SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Qual a conduta mais adequada para uma criança com quadro clínico sugestivo de leucemia aguda e hemograma apresentando linfocitose e linfócitos atípicos?
Linfocitose atípica em criança com suspeita de leucemia → descartar viroses (EBV, CMV) antes de prosseguir com investigação invasiva.
Em crianças, a presença de linfocitose e linfócitos atípicos no hemograma pode ser um achado comum em infecções virais, como mononucleose infecciosa (EBV) ou citomegalovirose. Antes de iniciar uma investigação invasiva para leucemia, é crucial excluir causas infecciosas benignas através de sorologias específicas.
A linfocitose atípica em crianças é um achado laboratorial frequente que pode gerar grande preocupação, pois o quadro clínico e hematológico inicial pode mimetizar uma leucemia aguda. É fundamental que o médico residente saiba diferenciar as causas benignas, principalmente infecciosas, das malignas. A epidemiologia mostra que infecções virais são a causa mais comum de linfocitose atípica na faixa etária pediátrica. A fisiopatologia da linfocitose atípica em viroses envolve uma resposta imune robusta, com proliferação de linfócitos T citotóxicos que adquirem morfologia atípica. O diagnóstico diferencial é crucial e deve sempre incluir a investigação de agentes como o vírus Epstein-Barr (EBV) e o citomegalovírus (CMV) através de sorologias específicas. A suspeita de leucemia aguda, por outro lado, exige uma investigação mais aprofundada, mas somente após a exclusão das causas mais comuns e benignas. A conduta inicial, portanto, deve ser a solicitação de sorologias para os principais agentes virais. O prognóstico das linfocitoses atípicas reacionais é excelente, com resolução espontânea. Em contraste, a leucemia aguda requer tratamento oncológico intensivo. A atenção a este ponto evita procedimentos invasivos desnecessários e otimiza o manejo do paciente pediátrico.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem infecções virais (como mononucleose infecciosa por EBV, citomegalovírus, adenovírus), reações a medicamentos e, em casos mais graves, leucemias agudas ou linfomas.
As sorologias são cruciais para descartar infecções virais comuns que podem causar linfocitose e atipias linfocitárias, evitando procedimentos invasivos desnecessários e direcionando o tratamento adequado.
Após a exclusão de viroses, a investigação para leucemia aguda geralmente prossegue com mielograma (aspirado e biópsia de medula óssea), imunofenotipagem, citogenética e biologia molecular.
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