HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Paciente 35 anos submetido a transplante renal intervivos apresetando funcionamento imediato do enxerto, urinando bem, melhora importantes das escórias renais e recebeu alta hospitalar no 7° dia de pós operatório em uso de tacrolimus , corticoide e micofelolatoEm consulta de revisão com 3 semanas , a creatinina sérica de 1,5, ureia de 45mg/dl, 16.800 leucócitos, sem febre, nível sérico do tacrolimus de 10,5 mg/dl, urinando bem e Ultrassom revelou imagem fluida com septos finos adjacente ao polo inferior do rim.O diagnóstico mais provável é?
Pós-transplante renal com massa fluida septada perirrenal e função estável → Linfocele é o diagnóstico mais provável.
A linfocele é uma complicação comum pós-transplante renal, caracterizada por uma coleção fluida com septos finos adjacente ao enxerto, geralmente sem sinais inflamatórios ou de rejeição, e com função renal estável, diferenciando-a de outras coleções como hematoma ou fístula urinária.
O transplante renal é o tratamento de escolha para a doença renal crônica terminal, mas está associado a diversas complicações, tanto cirúrgicas quanto clínicas. As complicações cirúrgicas incluem sangramento, fístulas urinárias, estenoses vasculares e coleções líquidas perirrenais, como hematomas, urinomas, abscessos e linfoceles. O diagnóstico diferencial dessas coleções é crucial para o manejo adequado. A linfocele é a coleção líquida perirrenal mais comum após o transplante renal, ocorrendo em 1-20% dos casos. Geralmente se desenvolve semanas a meses após a cirurgia, devido à lesão de vasos linfáticos durante a dissecção do leito receptor. Clinicamente, muitas são assintomáticas, mas podem causar dor, compressão do ureter (levando a hidronefrose e disfunção do enxerto), compressão vascular ou infecção. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, que revela uma massa cística, frequentemente septada, adjacente ao enxerto. A punção diagnóstica pode ser necessária para diferenciar de outras coleções, revelando um líquido claro com baixo teor de creatinina (diferente do urinoma) e sem sinais de infecção bacteriana. O tratamento varia de observação a drenagem percutânea ou cirúrgica, dependendo do tamanho e dos sintomas.
Uma linfocele é uma coleção de linfa que se forma no espaço perirrenal após o transplante, resultante do extravasamento de vasos linfáticos seccionados durante a cirurgia.
Muitas linfoceles são assintomáticas. Quando sintomáticas, podem causar dor, inchaço, compressão de estruturas adjacentes (ureter, vasos), disfunção do enxerto por compressão extrínseca, ou infecção secundária.
A linfocele geralmente se apresenta semanas a meses pós-transplante, com aspecto cístico septado ao ultrassom, sem sinais de infecção (febre, leucocitose acentuada) ou extravasamento urinário (creatinina no líquido). Hematomas são mais precoces e urinomas têm alta creatinina no líquido.
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