Linfoadenopatia Axilar Pós-Vacina COVID-19 e Mamografia

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022

Enunciado

Em mamografia diagnóstica, mulher de 66 anos apresenta linfoadenopatia (LAP) regional unilateral. A paciente relata aplicação de vacina Pfizer-BioNTech contra Covid-19 na semana anterior. Neste caso,

Alternativas

  1. A) não há estudos mostrando correlação entre vacinação contra Covid-19 e aparecimento de LAP.
  2. B) a LAP tem pouco valor diagnóstico no câncer de mama e, portanto, está associada à vacinação contra Covid-19.
  3. C) a LAP pode ser relacionada à vacina, se for ipsilateral à aplicação, mas deve-se seguir investigação de caso suspeito de câncer de mama.
  4. D) a LAP está, frequentemente associada sempre ao câncer de mama e é necessário realizar biópsia para esclarecimento diagnóstico.

Pérola Clínica

Linfoadenopatia axilar ipsilateral pós-vacina COVID-19 é comum, mas não exclui investigação de câncer de mama.

Resumo-Chave

A vacinação contra COVID-19, especialmente as vacinas de mRNA, pode causar linfoadenopatia axilar ipsilateral transitória. Embora seja um achado benigno e reacional, a presença de linfoadenopatia em mamografia diagnóstica ainda exige avaliação cuidadosa para descartar malignidade, especialmente em pacientes com fatores de risco ou outros achados suspeitos.

Contexto Educacional

A linfoadenopatia axilar é um achado comum em exames de imagem da mama, como a mamografia e a ultrassonografia. Embora possa ser um sinal de malignidade, especialmente no contexto do câncer de mama, também pode ter causas benignas e reacionais. Com a ampla campanha de vacinação contra a COVID-19, especialmente com as vacinas de mRNA (como Pfizer-BioNTech e Moderna), observou-se um aumento na incidência de linfoadenopatia axilar ipsilateral, gerando um desafio diagnóstico para radiologistas e clínicos. A linfoadenopatia pós-vacinação é uma resposta imune normal e esperada, geralmente transitória, que ocorre no lado da aplicação da vacina. No entanto, é crucial diferenciar essa condição benigna de uma linfoadenopatia patológica relacionada ao câncer de mama. A história de vacinação recente (nas últimas 4-6 semanas) e a ipsilateralidade são fatores importantes a serem considerados. A conduta diante de linfoadenopatia axilar em mamografia diagnóstica ou de rastreamento deve ser individualizada. Em casos de linfoadenopatia claramente relacionada à vacina e sem outros achados suspeitos, pode-se optar por um seguimento com nova imagem em algumas semanas. Contudo, qualquer linfoadenopatia persistente, com características atípicas ou em pacientes com alta suspeita de câncer de mama, deve ser investigada de forma mais agressiva, incluindo biópsia, para garantir que um câncer não seja subdiagnosticado. A comunicação clara com o paciente sobre a história de vacinação é essencial.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre a vacinação contra COVID-19 e a linfoadenopatia axilar?

A vacinação contra COVID-19, particularmente as vacinas de mRNA, pode induzir uma resposta imune que resulta em linfoadenopatia axilar ipsilateral (no mesmo lado da aplicação) transitória, geralmente benigna e reacional.

Como a linfoadenopatia pós-vacina deve ser abordada em uma mamografia de rastreamento?

Em mamografias de rastreamento, a linfoadenopatia axilar ipsilateral à vacinação recente (nas últimas 4-6 semanas) pode ser monitorada com um controle de imagem em 4-12 semanas. Se persistir ou for em mamografia diagnóstica, a investigação deve ser mais aprofundada.

Quando a linfoadenopatia axilar exige biópsia ou investigação mais agressiva?

Linfoadenopatia que persiste por mais de 6-12 semanas após a vacinação, que é contralateral à vacinação, que apresenta características suspeitas na imagem (ex: perda do hilo gorduroso, formato arredondado) ou que ocorre em pacientes com outros achados mamográficos suspeitos, deve ser investigada com biópsia.

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