HEETSHL - Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (PB) — Prova 2020
O aumento de linfonodos está presente em algumas situações da prática clínica, tais como quadros infecciosos, alterações imunológicas e neoplásicas. Diferenciar um linfonodo inflamatório de um neoplásico pode ser um desafio para o pediatra e motivo de grande ansiedade por parte dos pais. Considere as afirmações abaixo e escolha a alternativa CORRETA.
Linfadenopatia localizada → infecção bacteriana aguda; Linfadenopatia disseminada → infecção viral/sistêmica ou neoplasia.
A diferenciação entre linfonodopatia inflamatória e neoplásica é crucial. Linfonodos duros, aderidos, não dolorosos e de crescimento progressivo são mais suspeitos de malignidade, enquanto os dolorosos e móveis são geralmente inflamatórios. A localização e a disseminação também fornecem pistas importantes para o diagnóstico diferencial.
A linfadenopatia, ou aumento dos linfonodos, é uma queixa comum na pediatria, refletindo a resposta imunológica a diversas condições, desde infecções benignas até doenças neoplásicas graves. A diferenciação entre causas benignas e malignas é um desafio clínico que exige uma avaliação cuidadosa da história, exame físico e, por vezes, exames complementares. As características do linfonodo, como tamanho, consistência, mobilidade, dor e presença de sinais inflamatórios, são cruciais. Linfonodos maiores que 2 cm, duros, aderidos, indolores e com crescimento progressivo, especialmente em regiões supraclaviculares ou epitrocleares, são mais suspeitos de malignidade. A linfadenopatia localizada é frequentemente reacional a infecções próximas, enquanto a disseminada sugere doenças sistêmicas, incluindo infecções virais (ex: EBV, CMV), doenças autoimunes ou neoplasias hematológicas. Exames laboratoriais como hemograma, DHL e ácido úrico podem auxiliar na investigação. A DHL é um marcador de lise celular e proliferação, frequentemente elevada em neoplasias. O ácido úrico pode estar elevado na síndrome de lise tumoral, que pode ocorrer espontaneamente ou após o início da quimioterapia. Em casos de alta suspeita de malignidade ou persistência da linfadenopatia sem causa definida, a biópsia do linfonodo é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo.
Linfonodos inflamatórios são geralmente dolorosos, móveis, de consistência elástica e podem ter sinais flogísticos. Linfonodos neoplásicos tendem a ser indolores, duros, aderidos a planos profundos, de crescimento progressivo e podem ser maiores que 2-3 cm, especialmente em regiões não inguinais.
A elevação da DHL (desidrogenase láctica) é um marcador de alta taxa de proliferação e morte celular, sendo frequentemente elevada em leucemias e linfomas. O ácido úrico pode elevar-se devido à lise tumoral espontânea ou, mais comumente, após o início da quimioterapia, indicando síndrome de lise tumoral.
Linfadenopatia localizada (em uma única região) é comum em infecções regionais (ex: adenite bacteriana), mas também pode ser um linfoma ou tumor sólido. Linfadenopatia disseminada (em duas ou mais regiões não contíguas) sugere processos sistêmicos como infecções virais (ex: mononucleose), doenças autoimunes ou neoplasias disseminadas como leucemias.
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