CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
Linfadenomegalias, notadamente em região inguinal por doença linfoproliferativa:
Linfadenomegalias inguinais → edema membro inferior = compressão venosa + insuficiência drenagem linfática.
Linfadenomegalias volumosas na região inguinal, especialmente por doenças linfoproliferativas, podem causar edema significativo no membro inferior. Isso ocorre por dois mecanismos principais: a compressão extrínseca das veias femorais, dificultando o retorno venoso, e a obstrução dos vasos linfáticos regionais, levando a linfedema.
Linfadenomegalias na região inguinal são achados comuns na prática clínica e podem ter diversas etiologias, desde infecciosas e inflamatórias até neoplásicas. Em casos de doenças linfoproliferativas, como linfomas ou leucemias, ou metástases de tumores sólidos, os linfonodos inguinais podem crescer significativamente, tornando-se palpáveis e, por vezes, causando sintomas compressivos. A avaliação dessas linfadenomegalias é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. Quando as linfadenomegalias inguinais atingem um volume considerável, elas podem cursar com um quadro clínico de edema pronunciado no membro inferior ipsilateral. Este edema é multifatorial. Primeiramente, o aumento do volume dos linfonodos pode comprimir extrinsecamente as veias ilíacas e femorais, dificultando o retorno venoso e levando a um edema de origem venosa. Secundariamente, e frequentemente de forma mais significativa, a própria doença linfoproliferativa ou a massa tumoral pode infiltrar e obstruir os vasos linfáticos regionais, comprometendo a drenagem linfática e resultando em linfedema. O manejo do edema associado a linfadenomegalias inguinais por doença linfoproliferativa envolve o tratamento da causa subjacente, seja quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. Além disso, medidas de suporte para o edema, como elevação do membro, compressão elástica e fisioterapia linfática, podem ser indicadas. É fundamental que o clínico reconheça ambos os componentes (venoso e linfático) na patogênese do edema para um plano terapêutico abrangente e eficaz, visando melhorar a qualidade de vida do paciente.
As causas mais comuns incluem infecções (bacterianas, fúngicas, virais, sexualmente transmissíveis), doenças inflamatórias, e neoplasias, como linfomas, leucemias e metástases de tumores de membros inferiores ou pélvicos.
O edema por compressão venosa tende a ser mais mole, com cacifo, e pode melhorar com elevação do membro. O linfedema é tipicamente mais duro, sem cacifo ou com cacifo tardio, e não melhora facilmente com elevação, podendo levar a alterações cutâneas crônicas.
A ultrassonografia é útil para avaliar tamanho e características dos linfonodos. A biópsia excisional ou por agulha fina é essencial para o diagnóstico histopatológico, especialmente em suspeita de doença linfoproliferativa.
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