PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Criança de 9 anos comparece à Unidade de Saúde com relato de linfadenomegalia cervical e febre há quatro dias. Ao exame físico, você identifica dois linfonodos cervicais anteriores de 2cm à direita e 1cm à esquerda, móveis e fibroelásticos, sem sinais flogísticos, sem outras alterações ao exame físico. Assinale a alternativa que contém o exame laboratorial MAIS INDICADO neste momento para o diagnóstico da doença:
Linfadenomegalia cervical bilateral + febre em criança → Pensar em etiologia viral (CMV/EBV).
Em quadros agudos de linfadenomegalia cervical sem sinais flogísticos ou de malignidade em crianças, a principal suspeita recai sobre infecções virais sistêmicas, sendo a sorologia o passo inicial.
A linfadenomegalia é um achado frequente na prática pediátrica, refletindo na maioria das vezes uma resposta imune a infecções virais ou bacterianas localizadas. O Citomegalovírus (CMV) é um agente comum que causa quadros febris prolongados com adenopatia. O diagnóstico diferencial inclui mononucleose infecciosa, toxoplasmose, doença da arranhadura do gato e, menos frequentemente, tuberculose ganglionar ou neoplasias (linfomas). A abordagem inicial deve ser conservadora, baseada na história clínica e exames sorológicos.
Deve-se suspeitar de CMV ou vírus Epstein-Barr (EBV) quando a criança apresenta febre associada a linfadenomegalia cervical, geralmente bilateral, com linfonodos de características benignas (móveis, fibroelásticos, sem sinais de inflamação aguda como calor ou rubor). O quadro clínico muitas vezes se assemelha a uma síndrome de mononucleose, podendo incluir faringite e hepatoesplenomegalia discreta.
Linfonodos considerados benignos ou reacionais geralmente têm menos de 2 cm de diâmetro, são móveis à palpação, possuem consistência fibroelástica e não apresentam sinais flogísticos (dor, calor, rubor). A localização cervical é muito comum em crianças devido à alta exposição a antígenos respiratórios. A ausência de aderência a planos profundos e a ausência de crescimento rápido também são sinais tranquilizadores.
A biópsia deve ser considerada se houver sinais de alerta para malignidade: linfonodos > 2-3 cm que não regridem após 4-6 semanas, consistência endurecida ou pétrea, fixação a tecidos profundos, localização supraclavicular, ou sintomas sistêmicos associados (perda de peso, sudorese noturna, febre persistente inexplicada). Na ausência desses sinais, a investigação laboratorial para vírus e observação clínica são as condutas iniciais.
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