INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012
Um lactente de 4 meses de idade é levado à Unidade Básica de Saúde apresentando tumoração em axila direita. A criança está em aleitamento materno exclusivo e sua situação vacinal é adequada. Ao exame: peso = 5,5 kg, temperatura axilar = 37,1 ºC, chorosa, lesão tumoral de aproximadamente 3 cm, com ponto de flutuação central em axila direita. A conduta mais adequada no momento para esse lactente é:
Linfadenite BCG supurada > 3cm → Isoniazida + punção (se flutuação); evitar drenagem cirúrgica.
A linfadenite regional supurada é uma complicação da vacina BCG que exige tratamento medicamentoso específico e punção de alívio se houver flutuação.
A vacina BCG protege contra formas graves de tuberculose, como a meníngea e a miliar. Complicações como a linfadenite regional supurada ocorrem geralmente nos primeiros meses após a aplicação, sendo mais comuns em lactentes jovens. O manejo deve ser criterioso, priorizando a isoniazida para reduzir a carga bacilar e a punção para evitar a ruptura espontânea da pele, preservando a estética e evitando infecções secundárias.
O tratamento com isoniazida (10mg/kg/dia, máximo 300mg) é indicado em casos de linfadenites supuradas ou linfadenites não supuradas que apresentem diâmetro maior que 3 cm.
A drenagem cirúrgica com incisão é contraindicada pelo alto risco de fístula crônica. Se houver ponto de flutuação, deve-se realizar apenas a punção aspirativa com agulha grossa para alívio.
A evolução normal inclui pápula, pústula, úlcera de 4-10mm e cicatriz final em até 12 semanas. Linfadenopatias axilares ou supra-claviculares não supuradas menores que 3cm são consideradas normais.
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