Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Lactente, sexo masculino, com 50 dias de vida, é levado à Unidade Básica de Saúde e, durante o exame físico, nota-se, à palpação, linfonodo axilar à direita, de cerca de 1,5 a 2 cm, sem sinais flogísticos. O achado não foi percebido pela mãe, a qual refere que a criança está sem febre. Não se acham lesões de pele na criança, exceto a cicatriz da vacina BCG e que está evoluindo de forma satisfatória. A criança está em aleitamento materno exclusivo, e o ganho ponderal aferido na consulta é de 26 g/dia.Considerando o diagnóstico mais provável, a conduta adequada a ser tomada para essa criança é:
Linfonodo axilar < 3 cm, não fistulizado, sem sinais flogísticos em lactente pós-BCG → conduta expectante.
A linfadenite axilar pós-BCG é uma complicação comum da vacinação, geralmente benigna e autolimitada. Linfonodos com menos de 3 cm, sem sinais de supuração ou fistulização, e em crianças assintomáticas e com bom desenvolvimento, não requerem intervenção imediata, sendo a conduta expectante a mais adequada.
A vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin) é amplamente utilizada para prevenir formas graves de tuberculose em crianças, especialmente em países com alta endemicidade. Embora seja uma vacina segura, pode causar reações adversas locais, sendo a linfadenite axilar uma das mais comuns. Esta condição geralmente se manifesta como um aumento de volume de um linfonodo na axila ipsilateral à vacinação, tipicamente entre 2 semanas e 6 meses após a aplicação. A fisiopatologia da linfadenite pós-BCG envolve uma resposta imunológica exagerada ou localizada ao bacilo atenuado da vacina. O diagnóstico é clínico, baseado na história de vacinação e nas características do linfonodo. É crucial diferenciar de outras causas de linfonodomegalia em lactentes, embora a localização e o contexto pós-vacinal sejam altamente sugestivos. Na maioria dos casos, a linfadenite pós-BCG é autolimitada e não requer tratamento específico, sendo a conduta expectante a mais adequada. O linfonodo geralmente regride espontaneamente em meses. Intervenções como aspiração ou drenagem são reservadas para casos de supuração ou fistulização. O tratamento com isoniazida é raramente indicado e apenas em situações específicas de doença disseminada ou persistência grave.
A causa mais comum é a linfadenite pós-BCG, uma reação adversa benigna à vacina, que geralmente se manifesta como um linfonodo axilar ipsilateral à vacinação.
A intervenção é geralmente necessária se o linfonodo for maior que 3 cm, apresentar sinais de supuração, fistulização, ou se houver comprometimento sistêmico da criança. Nesses casos, pode-se considerar aspiração, drenagem ou, raramente, excisão.
A conduta expectante é apropriada para linfonodos menores que 3 cm, sem sinais flogísticos, não fistulizados, em crianças assintomáticas, com bom estado geral e desenvolvimento adequado.
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