HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
Mãe chega ao SPA com seu filho de sete anos, referindo o surgimento de um ''caroço'' no pescoço da criança há três dias. Nega qualquer outro sintoma associado. Ao exame: adenomegalia de 3 x 3 cm, em cadeia cervical anterior alta à esquerda, móvel, algo dolorosa à palpação, com discreto rubor e calor. A melhor conduta nesse caso, baseando-se no diagnóstico mais provável, é indicar:
Adenomegalia cervical aguda, dolorosa, com sinais flogísticos em criança → Linfadenite bacteriana → Antibioticoterapia empírica.
A apresentação de uma adenomegalia cervical aguda, dolorosa, com rubor e calor em uma criança de 7 anos é altamente sugestiva de linfadenite bacteriana aguda. A conduta inicial mais apropriada é a antibioticoterapia empírica, visando cobrir os patógenos mais comuns, como Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes.
A adenomegalia cervical é uma queixa comum na pediatria, e o desafio reside em diferenciar as causas benignas e autolimitadas das que requerem intervenção específica. Em crianças, a maioria das linfonodomegalias é de natureza reacional, secundária a infecções virais ou bacterianas de vias aéreas superiores. No entanto, a presença de sinais flogísticos – calor, rubor, dor e aumento de volume – sugere fortemente uma linfadenite bacteriana aguda, que pode evoluir para formação de abscesso se não tratada adequadamente. O caso clínico descreve uma adenomegalia de 3x3 cm, móvel, dolorosa, com discreto rubor e calor, em uma criança de 7 anos. Essa apresentação é clássica de uma linfadenite bacteriana aguda, geralmente causada por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes. A conduta mais apropriada e eficaz nesse cenário é a instituição de antibioticoterapia empírica, que deve cobrir esses patógenos gram-positivos comuns, como cefalexina ou amoxicilina-clavulanato, dependendo da prevalência de resistência local. O calor local e anti-inflamatórios podem ser coadjuvantes para alívio sintomático, mas não tratam a causa subjacente da infecção bacteriana. A biópsia de gânglio é reservada para casos atípicos, com linfonodomegalias persistentes, sem sinais flogísticos, ou que não respondem à antibioticoterapia, para investigar causas como micobacterioses, doenças granulomatosas ou neoplasias. A laserterapia não tem indicação para o tratamento de linfadenites infecciosas. O tratamento precoce com antibióticos é crucial para evitar complicações como a supuração e a necessidade de drenagem cirúrgica.
As causas mais comuns são infecções virais (linfadenopatia reacional), infecções bacterianas (linfadenite aguda, geralmente por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes), e menos frequentemente, doenças granulomatosas, doenças autoimunes ou neoplasias.
A antibioticoterapia é indicada quando há sinais de infecção bacteriana, como dor, calor, rubor, aumento rápido de tamanho, febre e sensibilidade à palpação. A ausência de melhora com tratamento conservador ou a presença de flutuação também pode indicar necessidade de drenagem.
Os diferenciais incluem linfadenite viral, linfadenite bacteriana, doença da arranhadura do gato, micobacteriose atípica, caxumba, cisto do ducto tireoglosso, cisto branquial, e, em casos mais raros, linfoma ou metástase de tumores.
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