Linfadenectomia em GIST: Quando é Necessária?

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023

Enunciado

Em relação às linfadenectomias, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) No câncer gástrico, recomenda-se, na maior parte do mundo, a realização de linfadenectomias a D3, por maiores evidências de aumento de sobrevida global sem maiores morbidades pósoperatórias.
  2. B) Nos tumores malignos de reto, deve-se proceder à linfadenectomia correspondente aos linfonodos da arcada dos vasos mesentéricos inferiores desde sua origem, bem como à linfadenectomia pélvica bilateralmente para todos os casos. 
  3. C) A excisão total do mesorreto corresponde à linfadenectomia prevista para os tumores malignos do sigmoide e cólon esquerdo.
  4. D) Nas neoplasias de mama, deve-se proceder às linfadenectomias axilares ipsilaterais, independentemente do resultado da análise do linfonodo sentinela.
  5. E) Nos tumores estromais gastrointestinais (GIST) do estômago, por exemplo, não há necessidade de linfadenectomia de rotina.

Pérola Clínica

GIST: linfadenectomia de rotina NÃO indicada, foco na ressecção R0.

Resumo-Chave

Tumores estromais gastrointestinais (GIST) raramente metastatizam para linfonodos, sendo a ressecção cirúrgica R0 o principal objetivo. A linfadenectomia de rotina não melhora o prognóstico e aumenta a morbidade.

Contexto Educacional

As linfadenectomias são procedimentos cirúrgicos cruciais no tratamento oncológico, visando remover linfonodos que podem conter metástases e, assim, melhorar o estadiamento e o prognóstico do paciente. A extensão da linfadenectomia varia significativamente entre os tipos de câncer, sendo determinada pela biologia tumoral, padrão de disseminação e evidências científicas. No câncer gástrico, a linfadenectomia D2 é o padrão ouro, enquanto a D3 é mais extensa e controversa. Para tumores de reto, a excisão total do mesorreto é fundamental. Em neoplasias de mama, o linfonodo sentinela guia a necessidade de linfadenectomia axilar. É vital compreender que nem todos os tumores malignos requerem linfadenectomia extensa. Um exemplo notável é o Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST). Diferente de muitos adenocarcinomas, o GIST tem uma baixa propensão a metástases linfonodais, disseminando-se principalmente por via hematogênica ou peritoneal. Portanto, a linfadenectomia de rotina não é recomendada para GIST, e a prioridade cirúrgica é a ressecção R0 do tumor primário, com margens negativas, para otimizar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Por que a linfadenectomia não é rotineira em GIST?

GIST raramente apresenta metástase linfonodal, sendo a disseminação hematogênica mais comum. O foco cirúrgico é a ressecção completa (R0) do tumor primário.

Qual a importância da linfadenectomia D3 no câncer gástrico?

A linfadenectomia D3 no câncer gástrico, embora controversa em algumas regiões, visa remover linfonodos mais distantes, buscando maior sobrevida em pacientes selecionados, mas com maior morbidade.

O que é a excisão total do mesorreto e para quais tumores é indicada?

A excisão total do mesorreto é a técnica padrão para tumores malignos do reto médio e inferior, visando remover o tumor com sua fáscia e linfonodos regionais, diminuindo a taxa de recorrência local.

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