Linfadenectomia D2 no Câncer Gástrico: Cadeias e Limites

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025

Enunciado

Considerando a gastrectomia total com linfadenectomia a D2 para o tratamento curativo do câncer gástrico, qual cadeia linfonodal não é incluída na ressecção?

Alternativas

  1. A) Artéria hepática comum anterior.
  2. B) Hilo esplênico.
  3. C) Hepatoduodenal posterior.
  4. D) Tronco celíaco.

Pérola Clínica

D2 na gastrectomia total = estações 1-7 + 8a, 9, 10, 11 e 12a. 12p (posterior) é D3.

Resumo-Chave

A linfadenectomia D2 é o padrão para o tratamento curativo do câncer gástrico. Ela engloba os linfonodos perigástricos e os situados ao longo dos ramos do tronco celíaco, mas exclui a face posterior da artéria hepática.

Contexto Educacional

A sistematização da linfadenectomia no câncer gástrico foi aprimorada pela escola japonesa, estabelecendo que a sobrevida está diretamente ligada à radicalidade da ressecção linfonodal. A D2 tornou-se o padrão mundial após estudos demonstrarem superioridade na sobrevida a longo prazo em comparação à D1, apesar de uma curva de aprendizado cirúrgico mais exigente. O conhecimento exato das estações (1 a 12a para gastrectomia total) é crucial para o cirurgião oncológico. A exclusão de cadeias como a 12p (posterior) e 14v (veia mesentérica superior) do padrão D2 reflete o equilíbrio entre radicalidade oncológica e segurança do paciente, evitando complicações pancreáticas e biliares desnecessárias.

Perguntas Frequentes

O que define uma linfadenectomia D2 na gastrectomia total?

Na gastrectomia total, a linfadenectomia D2 exige a remoção das estações perigástricas (1 a 7) e das estações extra-perigástricas ao longo das artérias principais: 8a (hepática comum anterior), 9 (tronco celíaco), 10 (hilo esplênico), 11 (artéria esplênica) e 12a (ligamento hepatoduodenal anterior). É o procedimento padrão para tumores T2-T4 ou N+ com intenção curativa, visando o controle regional da doença.

Por que a estação 12p não é incluída na D2?

A estação 12p refere-se aos linfonodos situados na face posterior do ligamento hepatoduodenal. De acordo com a classificação da Japanese Gastric Cancer Association (JGCA), a ressecção desses linfonodos é considerada uma extensão além do padrão D2, sendo classificada como D3. A dissecção D3 não é realizada rotineiramente, pois aumenta a morbidade cirúrgica sem benefício comprovado em sobrevida global para a maioria dos pacientes.

Qual a diferença entre linfadenectomia D1 e D2?

A linfadenectomia D1 envolve apenas os linfonodos perigástricos localizados na pequena e grande curvatura (estações 1 a 6). Já a D2 é mais extensa, incluindo também os linfonodos que acompanham os vasos do tronco celíaco (estações 7 a 12a). A D2 demonstrou menores taxas de recorrência locorregional e é recomendada como o padrão ouro em centros especializados para pacientes com câncer gástrico avançado passível de cura.

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