UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
O papel da linfadenectomia estendida para o câncer de estômago ainda é controverso. De acordo com a classificação do agrupamento de linfonodos regionais pela localização do tumor primário, qual estação não pode ser classificada como dissecção D2?
Linfadenectomia D2 para câncer gástrico inclui estações perigástricas e ao longo das artérias principais, mas não a hepatoduodenal posterior.
A linfadenectomia D2 no câncer gástrico envolve a remoção de linfonodos perigástricos (estações 1-6) e aqueles ao longo das artérias gástrica esquerda, hepática comum, esplênica e tronco celíaco (estações 7-11). A estação hepatoduodenal posterior (estação 12b) está além do escopo da D2 e é considerada uma dissecção D3.
O câncer de estômago é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e a cirurgia é a principal modalidade de tratamento curativo. A extensão da linfadenectomia é um componente crítico da ressecção cirúrgica, influenciando o estadiamento e o prognóstico. A classificação japonesa de linfonodos gástricos é amplamente utilizada para padronizar a dissecção. A linfadenectomia D1 envolve a remoção dos linfonodos perigástricos (estações 1-6). A linfadenectomia D2, considerada o padrão ouro em muitos centros, especialmente no Oriente, estende-se para incluir os linfonodos ao longo das artérias principais: gástrica esquerda (estação 7), hepática comum (estação 8), tronco celíaco (estação 9), hilo esplênico (estação 10) e artéria esplênica (estação 11). A estação 12 refere-se aos linfonodos do ligamento hepatoduodenal, que são subdivididos em 12a (ao longo da artéria hepática), 12b (posterior à veia porta) e 12p (anterior à veia porta). A dissecção D2 clássica não inclui a estação 12b (hepatoduodenal posterior), que é considerada uma estação mais distante e parte de uma linfadenectomia mais estendida (D3). A compreensão precisa dessas estações é fundamental para o cirurgião oncológico.
A linfadenectomia D2 é a remoção dos linfonodos perigástricos (estações 1-6) e dos linfonodos ao longo das artérias gástrica esquerda, hepática comum, esplênica e tronco celíaco (estações 7-11).
A linfadenectomia estendida, como a D2, visa remover linfonodos potencialmente metastáticos, melhorando o estadiamento e, em alguns casos, o prognóstico dos pacientes com câncer gástrico.
Estações como a hepatoduodenal posterior (12b), mesentérica superior (14) e para-aórtica (16) são consideradas além da dissecção D2, classificando-se como D3 ou mais avançadas.
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