Linfadenectomia D2 na Gastrectomia: Grupos e Indicações

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024

Enunciado

Paciente submetido à gastrectomia parcial com linfadenectomia a D2. Qual grupo linfonodal abaixo NÃO faz parte da linfadenectomia padrão proposta?

Alternativas

  1. A) Linfonodo do grupo III – pequena curvatura gástrica.
  2. B) Linfonodo do grupo IVsa – gástricos curtos.
  3. C) Linfonodo do grupo VII – art. gástrica esquerda.
  4. D) Linfonodo do grupo V – supra pilórico.
  5. E) Linfonodo do grupo VII – artéria gástrica esquerda.

Pérola Clínica

D2 na gastrectomia distal NÃO inclui o grupo IVsa (vasos gástricos curtos).

Resumo-Chave

A extensão da linfadenectomia D2 varia conforme o tipo de ressecção gástrica; na gastrectomia distal, os linfonodos do hilo esplênico e gástricos curtos (IVsa) não são rotineiramente removidos.

Contexto Educacional

A sistematização da linfadenectomia no câncer gástrico foi amplamente desenvolvida pela Associação Japonesa de Câncer Gástrico (JGCA). A definição de D1 ou D2 depende estritamente do tipo de gastrectomia realizada (total, distal ou proximal). A D2 envolve a remoção de linfonodos ao longo dos troncos arteriais principais que suprem o estômago. Para residentes, é crucial memorizar que a preservação do fundo gástrico na gastrectomia parcial implica na não abordagem dos linfonodos gástricos curtos (4sa) e do hilo esplênico (10). O domínio dessa anatomia cirúrgica é fundamental para garantir a radicalidade oncológica e o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais grupos linfonodais compõem a D2 na gastrectomia distal?

Na gastrectomia distal (parcial), a linfadenectomia D2 inclui as estações perigástricas 1, 3, 4sb, 4d, 5 e 6 (D1), acrescidas das estações extraperigástricas 7 (artéria gástrica esquerda), 8a (artéria hepática comum), 9 (tronco celíaco), 11p (artéria esplênica proximal) e 12a (artéria hepática própria no ligamento hepatoduodenal).

Por que o grupo IVsa não é incluído na gastrectomia parcial?

O grupo IVsa refere-se aos linfonodos ao longo dos vasos gástricos curtos, localizados no fundo gástrico e próximos ao hilo esplênico. Como a gastrectomia distal preserva a parte superior do estômago (fundo e parte do corpo), a dissecção desses linfonodos não é necessária nem tecnicamente indicada, sendo reservada para a gastrectomia total.

Qual a importância da linfadenectomia D2 no câncer gástrico?

A linfadenectomia D2 é considerada o padrão-ouro para o tratamento cirúrgico do câncer gástrico potencialmente curável em centros especializados. Ela oferece melhor controle locorregional da doença e estadiamento ganglionar mais preciso em comparação à D1, embora exija maior curva de aprendizado técnico para reduzir a morbidade pós-operatória.

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