SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Durante a realização de uma gastrectomia, é necessário o conhecimento dos grupos linfonodais perigástricos e adjacentes para a realização de uma linfadenectomia adequada. O grupamento linfonodal da artéria gástrica esquerda é representado pelo número:
Linfonodo da artéria gástrica esquerda = Grupo 7; fundamental na linfadenectomia D2.
A linfadenectomia D2 é o padrão ouro no tratamento do câncer gástrico avançado, exigindo a ressecção dos grupos perigástricos (1-6) e dos linfonodos ao longo dos ramos do tronco celíaco (7-12).
O conhecimento da anatomia linfática do estômago é essencial para o cirurgião oncológico. A padronização japonesa dividiu os linfonodos em estações baseadas na drenagem linfática e na proximidade com estruturas vasculares. O grupo 7, especificamente, representa a transição entre a drenagem perigástrica e a drenagem retroperitoneal maior. Na prática clínica, a linfadenectomia D2 demonstrou superioridade em termos de recorrência local em comparação à D1, embora exija maior curva de aprendizado técnico para evitar complicações como fístulas pancreáticas ou coleções abdominais. O domínio da numeração dos grupos (1-12) é frequentemente cobrado em provas de residência e títulos de especialista em cirurgia digestiva.
De acordo com a classificação da Japanese Gastric Cancer Association (JGCA), a estação N1 compreende os linfonodos perigástricos imediatos, numerados de 1 a 6. Eles incluem: 1 (paracárdico direito), 2 (paracárdico esquerdo), 3 (ao longo da pequena curvatura), 4 (ao longo da grande curvatura), 5 (suprapilóricos) e 6 (infrapilóricos). A ressecção exclusiva destes grupos caracteriza a linfadenectomia D1, geralmente reservada para casos muito precoces ou pacientes sem condições clínicas para cirurgias mais extensas.
A linfadenectomia D2 envolve a remoção de todos os linfonodos da estação N1 (grupos 1 a 6) acrescidos dos linfonodos da estação N2, que acompanham os grandes vasos abdominais. Os grupos da estação N2 são: 7 (artéria gástrica esquerda), 8 (artéria hepática comum), 9 (tronco celíaco), 10 (hilo esplênico), 11 (artéria esplênica) e 12a (ligamento hepatoduodenal). É o procedimento padrão para tumores T2 a T4 ou N+, pois oferece melhor controle regional da doença e estadiamento preciso.
O grupo 7 localiza-se ao longo da artéria gástrica esquerda, desde sua origem no tronco celíaco até sua entrada na pequena curvatura gástrica. Tecnicamente, a dissecção deste grupo é um dos marcos iniciais da linfadenectomia D2, exigindo a ligadura da artéria gástrica esquerda em sua origem. A presença de metástases neste grupo é comum em tumores de corpo e antro gástrico, e sua limpeza adequada é crucial para a sobrevida livre de doença em longo prazo.
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