Câncer Gástrico: Linfadenectomia D2 e Cadeia Linfática 10

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Paciente masculino, 54 anos, tabagista e hipertenso em tratamento regular, ECOG 2, portador de adenocarcinoma moderadamente diferenciado de fundo gástrico. Foi submetido a tratamento cirúrgico eletivo com Gastrectomia Total com linfadenectomia a D2 e Reconstrução a “Y de Roux”. Devido à localização do tumor, a linfadenectomia a D2 deve contemplar a cadeia linfática nº 10. Na figura abaixo, identifique a topografia desta cadeia linfonodal e marque a resposta correspondente.

Alternativas

  1. A) Letra A da imagem.
  2. B) Letra B da imagem.
  3. C) Letra C da imagem.
  4. D) Letra D da imagem.
  5. E) Letra E da imagem.

Pérola Clínica

Câncer gástrico (fundo): linfadenectomia D2 inclui cadeia nº 10 (hilo esplênico).

Resumo-Chave

A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para o tratamento cirúrgico do câncer gástrico, visando remover cadeias linfáticas perigástricas e ao longo dos vasos principais. Para tumores localizados no fundo gástrico, a remoção da cadeia linfática nº 10 (hilo esplênico) é essencial devido ao risco de metástases para essa região.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e o tratamento cirúrgico com linfadenectomia adequada é a principal modalidade curativa. A extensão da linfadenectomia é crucial para o estadiamento preciso e para a remoção completa da doença, sendo a linfadenectomia D2 o padrão ouro aceito internacionalmente para tumores ressecáveis. A linfadenectomia D2 envolve a remoção dos linfonodos perigástricos (grupos 1 a 6, D1) e dos linfonodos ao longo dos vasos principais que irrigam o estômago (grupos 7 a 12). A escolha das cadeias linfáticas a serem dissecadas depende da localização do tumor. Para tumores localizados no fundo gástrico, a drenagem linfática pode se estender para o hilo esplênico. A cadeia linfática nº 10, localizada no hilo esplênico, é de particular importância em tumores do terço superior do estômago, incluindo o fundo gástrico. A sua inclusão na linfadenectomia D2, muitas vezes exigindo uma esplenectomia concomitante ou uma preservação esplênica cuidadosa, é fundamental para garantir a radicalidade oncológica e melhorar o prognóstico do paciente, minimizando o risco de recorrência. A identificação anatômica correta dessas cadeias é um conhecimento essencial para o cirurgião oncológico.

Perguntas Frequentes

O que significa a linfadenectomia D2 no tratamento do câncer gástrico?

A linfadenectomia D2 é uma ressecção cirúrgica padronizada que remove os linfonodos perigástricos (D1) e os linfonodos ao longo das artérias gástrica esquerda, hepática comum, esplênica e tronco celíaco, sendo o padrão ouro para o tratamento curativo.

Por que a cadeia linfática nº 10 (hilo esplênico) é relevante em tumores de fundo gástrico?

Tumores localizados no fundo gástrico têm um padrão de drenagem linfática que pode incluir o hilo esplênico. A remoção da cadeia nº 10 é crucial para um estadiamento preciso e para a erradicação da doença em casos de metástase.

Quais são as principais cadeias linfáticas envolvidas na linfadenectomia D2 para câncer gástrico?

As cadeias D2 incluem os linfonodos ao longo da curvatura menor e maior (D1), e os linfonodos das artérias gástrica esquerda, hepática comum, esplênica, tronco celíaco, além dos linfonodos do hilo esplênico (nº 10) e da artéria gástrica curta.

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