Linfadenectomia no Adenocarcinoma Gástrico: Padrões D1 e D2

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

A extensão da linfadenectomia para o adenocarcinoma gástrico é uma área de debate ainda em curso e geralmente é definida pela localização dos linfonodos em relação ao tumor primário. Em relação a este procedimento e suas repercussões no tratamento do adenocarcinoma gástrico, analise as assertivas abaixo classificando-as em verdadeiro (V) ou falso (F): ( ) A ressecção de quinze linfonodos tornou-se um marcador para linfadenectomia adequada. ( ) A linfadenectomia a D1 ocorre quando a ressecção é limitada aos linfonodos perigástricos. (. ) A linfadenectomia a D2 ocorre quando há dissecção do tronco celíaco, com ou sem esplenectomia. ( ) O número de linfonodos comprometidos e não a localização destes é significativo como preditor de mortalidade. ( ) A esplenectomia associada a dissecção linfonodal aumenta a sobrevida sem alterar a morbidade perioperatória.

Alternativas

  1. A) V-V-V-V-F.
  2. B) F-V-F-V-V.
  3. C) V-F-V-V-V.
  4. D) V-F-V-F-V.
  5. E) F-F-F-F-F.

Pérola Clínica

Linfadenectomia D2 = padrão-ouro; ≥15 linfonodos = estadiamento adequado; evitar esplenectomia rotineira.

Resumo-Chave

A linfadenectomia D2 melhora o controle regional e o estadiamento, exigindo a análise de pelo menos 15 linfonodos para evitar o subestadiamento (fenômeno de Will Rogers).

Contexto Educacional

A cirurgia do câncer gástrico evoluiu para a padronização da linfadenectomia D2 como o procedimento de escolha em centros especializados, oferecendo melhores taxas de sobrevida livre de doença em comparação à D1. O estadiamento linfonodal atual é baseado puramente na contagem numérica de linfonodos positivos (N1: 1-2, N2: 3-6, N3a: 7-15, N3b: >15), o que reforça a necessidade de uma ressecção extensa e minuciosa. A preservação esplênica e pancreática é a norma atual, visando reduzir complicações pós-operatórias sem comprometer a radicalidade oncológica necessária para o controle da doença.

Perguntas Frequentes

Qual o número mínimo de linfonodos para estadiamento gástrico?

Para um estadiamento patológico adequado (pN), as diretrizes da AJCC e UICC recomendam a análise de, no mínimo, 15 linfonodos. Menos que isso pode levar ao subestadiamento do paciente, impactando negativamente na indicação de terapias adjuvantes.

O que define a linfadenectomia D2?

A linfadenectomia D2 consiste na remoção dos linfonodos perigástricos (estações 1 a 6, que compõem a D1) acrescida da dissecção dos linfonodos ao longo das artérias gástrica esquerda, hepática comum, celíaca e esplênica (estações 7 a 11).

A esplenectomia deve ser realizada rotineiramente na D2?

Não. Estudos randomizados demonstraram que a esplenectomia profilática aumenta significativamente a morbidade perioperatória (fístulas pancreáticas, infecções) sem oferecer benefício de sobrevida, exceto quando há invasão direta do baço ou do hilo esplênico pelo tumor.

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