Linfadenectomia D2 no Câncer Gástrico: Cadeias Linfonodais

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Qual das cadeias linfonodais abaixo faz parte, apenas, da linfadenectomia a D2?

Alternativas

  1. A) Suprapilórica
  2. B) Infrapilórica.
  3. C) Hepática comum.
  4. D) Gástrica esquerda.
  5. E) Gastroepiplóica direita.

Pérola Clínica

D1 = cadeias perigástricas (1-6); D2 = D1 + cadeias dos troncos arteriais (7-12).

Resumo-Chave

A linfadenectomia D2 inclui a remoção dos linfonodos perigástricos (D1) e dos linfonodos localizados ao longo dos ramos do tronco celíaco, como a artéria hepática comum.

Contexto Educacional

A sistematização da linfadenectomia no câncer gástrico foi amplamente desenvolvida pela Associação Japonesa de Câncer Gástrico (JGCA). A extensão da dissecção linfonodal é crucial para o estadiamento patológico preciso e para a redução da recorrência local. A linfadenectomia D1 foca nos linfonodos imediatamente adjacentes ao estômago. A transição para a D2 exige uma técnica cirúrgica refinada para dissecar os linfonodos que acompanham os grandes vasos retroperitoneais e do tronco celíaco. A estação 8 (artéria hepática comum) é um marco clássico da dissecção D2, sendo essencial para garantir a radicalidade oncológica em tumores que ultrapassam a camada submucosa.

Perguntas Frequentes

Quais são as cadeias linfonodais que compõem a linfadenectomia D1?

A linfadenectomia D1 envolve as estações linfonodais perigástricas, numeradas de 1 a 6: 1 (paracárdicos direitos), 2 (paracárdicos esquerdos), 3 (pequena curvatura), 4 (grande curvatura), 5 (suprapilóricos) e 6 (infrapilóricos).

Quais estações são adicionadas na linfadenectomia D2?

A D2 adiciona as estações ao longo dos vasos do tronco celíaco: 7 (artéria gástrica esquerda), 8 (artéria hepática comum), 9 (tronco celíaco), 10 (hilo esplênico - em alguns protocolos), 11 (artéria esplênica) e 12a (ligamento hepatoduodenal).

Por que a linfadenectomia D2 é o padrão no Brasil?

Baseado em estudos que demonstraram melhor controle regional e sobrevida a longo prazo em pacientes com câncer gástrico avançado, a linfadenectomia D2 é recomendada como o padrão-ouro para o tratamento cirúrgico com intenção curativa, desde que realizada em centros especializados.

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